Rafael Mafei, professor do Departamento de Filosofia do Direito da Faculdade de Direito da USP acaba de publicar um livro sobre o tema. Neste #ForadaPolíticaNãoháSalvação ele aborda o assunto tendo como perspectiva os processos de impeachment anteriores no Brasil (tentados ou concretizados) e a história desse instituto.
Retrocesso democrático e degradação política, apontam os muitos autores dos 35 capítulos que compõem o livro organizado por Leonardo Avritzer, Marjorie Marona e Fábio Kerche.
Os trabalhos analisam a natureza do Bolsonarismo, as relações do presidente com os três poderes e os governos subnacionais, o funcionamento das instituições do sistema de justiça, as políticas públicas, a cultura política, os valores, a representação politica e a participação, além da imprensa e da opinião pública em tempos bolsonarescos.
Neste episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, os três organizadores discutem os diversos aspectos tratados na obra, com especial ênfase a alguns dentre eles, como os ataques de Bolsonaro à democracia e suas instituições, o solapamento da administração pública e a destruição de políticas longamente construídas.
Essa não é uma pergunta trivial, já que decisões do presidente da República, envolvendo altos oficiais, são normalmente percebidas como demonstrações de submissão deles ao capitão reformado.
Contudo, para Marcelo Pimentel, coronel da reserva do Exército e mestre em Ciências Militares pela ECEME (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), Bolsonaro segue o projeto do “Partido Militar”.
Este é uma forma de organização política, dotada de projeto próprio e liderada pelos altos oficiais das Forças Armadas.
Portanto, são os generais, formados na AMAN nos anos 1970, que dão as cartas; foram eles que deram guarida ao projeto político que elegeu Bolsonaro e hoje comandam seu governo.
Nos últimos anos, a direita, sobretudo a direita mais radical ou mesmo extremista, ganhou protagonismo nas manifestações de rua, tomando um espaço que desde a redemocratização havia sido predominantemente ocupado pelas forças progressistas e de esquerda.
O que permitiu essa retomada? E porque houve, antes, essa mudança de protagonismo?
Para discutir esses temas, foi convidada a professora Esther Solano, da Unifesp, socióloga e estudiosa dessa nova direita bolsonarista.
Mais do que um problema de funcionamento das instituições – uma discussão tola – o que temos é um presidente golpista, que investe contra a democracia e, por isso mesmo, contra suas instituições.
Este #ForadaPolíticaNãoháSalvação tenta decifrar essa anormalidade. Para isso, convidou um dos principais cientistas politicos brasileiros, Fernando Limongi, professor aposentado do Departamento de Ciência Política da USP, professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV e pesquisador do CEBRAP.
A CPI da Covid chegou à sua terceira semana com o mais esperado dos depoimentos, o do General Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.
Mesmo obtendo do STF autorização para permanecer calado quando sob risco de se autoincriminar, Pazuello falou muito na CPI, tendo sido claramente treinado durante as duas semanas que obteve de adiamento para seu depoimento, alegando ter tido contato com pessoas que contraíram a Covid.
O depoimento de Pazuello talvez não tenha sido tão bombástico quanto se esperava, mas deixou pontas soltas que podem comprometer o presidente Jair Bolsonaro e o próprio ex-ministro.
Que avaliação se pode fazer da CPI até aqui? Este é o tema deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação, que conta com as participações de Luciana Santana, cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e Bruno Rubiatti, cientista político e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Este #ForadaPolíticaNãoháSalvação discute o porquê de nossas polícias, tanto a militar como a civil, matarem tanto. Embora este seja um problema crônico de nossa violência cotidiana, a chacina perpetrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, na Favela do Jacarezinho, reacendeu a discussão.
Para tratar do tema foram convidados Jacqueline Sinhoretto, professora de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Alexandre Machado, professor de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Quem são esses bolsonaristas fiéis, que seguem com o “mito”, apesar de tudo?
Este #ForadaPolíticaNãoháSalvação discute esse tema e, para isso, convidou Isabela Kalil, antropóloga, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP) e co-coordenadora do Observatório da Extrema Direita (OED).