ABIN: inteligência ou espionagem? | com Guaracy Mingardi | 212

Mais um capítulo dos ataques bolsonaristas à democracia se desenrolou nos últimos dias. Primeiro foi uma operação da Polícia Federal, realizando busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal do PL e ex-diretor geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) no governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem.

Segundo as investigações da PF, Ramagem teria comandado um esquema de espionagem de opositores e desafetos de Jair Bolsonaro, levantado informações para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas” da ALERJ, e ainda feito um dossiê sobre problemas judiciais que afetavam adversários eleitorais do vereador Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Na semana seguinte o próprio Carlos Bolsonaro, vulgo Carluxo, tornou-se objeto de uma nova operação de busca e apreensão da PF em endereços ligados a ele. A polícia foi inclusive à casa de praia de Jair Bolsonaro em Angra dos Reis, onde estava Carluxo, seu pai e seus dois irmãos políticos, para coletar possíveis provas dos ilícitos.

O esquema de espionagem da chamada “ABIN paralela” (ou “inteligência paralela”) de Bolsonaro revela mais um espaço de captura da máquina estatal para fins pessoais ou facciosos de natureza autoritária. Contudo, seu desvelamento lança luz também sobre como operam (ou podem operar) órgãos de inteligência no Brasil.

Afinal de contas, eles produzem informação e análise, ou realizam espionagem para fins escusos? Por que esse tipo de situação ocorre? O que significa a presença massiva de militares e policiais em órgãos de inteligência de natureza civil desvinculados da área de segurança pública?

Para discutir tais temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o cientista político e analista criminal Guaracy Mingardi. Ele é pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, tem larga experiência profissional nas áreas de segurança e inteligência em diferentes órgãos estatais nos três níveis de governo e é autor do livro “Tiras gansos e trutas: cotidiano e reforma na polícia civil”, da editora Scritta, hoje esgotado.

As músicas deste episódio são “Covert Affair – Film Noire”, de Kevin MacLeod, e “Spy Funk, de Quincas Moreira”.

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#Inteligência

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Trump’s Back | com Carlos Poggio | 210

Mesmo respondendo a diversos processos judiciais, Donald Trump está de volta ao centro do palco político nos Estados Unidos. Não só figura como ultrafavorito nas primárias do Partido Republicano, mas também aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto.

Seu adversário, o presidente democrata, Joe Biden, amarga baixos índices de aprovação, a despeito dos bons resultados que vêm sendo colhidos na economia, com a queda do desemprego e da inflação, assim como a aceleração da atividade econômica.

Seria o caso de mudar a recomendação dada a um outro político democrata: “NÃO é a economia, estúpido!”?

O que explica o forte apoio que Donald Trump consegue manter, apesar dos problemas que enfrenta? Ou seria o contrário: Trump se mantém forte justamente porque enfrenta muitos problemas: “o que não me mata, me fortalece”?

Quais as implicações dessa força de Trump para a política americana e também para aquilo que nos afeta?

Para discutir tais questões, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o cientista político Carlos Poggio, professor do Berea College, no Kentucky, estudioso da política estadunidense, pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED) e também do Instituto Nacional para Estudos sobre os Estados Unidos (INEU).

Poggio é também autor do livro “A política dos EUA”, saído pelo Editorial 70/Editora Almedina.

As músicas deste episódio são “Cats Searching for the Truth”, de Nat Keefe & Hot Buttered Rum, e “Green Leaves, do Audionautix”.

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#EleiçõesAmericanas #PolíticaAmericana #EstadosUnidos #DonaldTrump #PartidoRepublicano

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Os ‘patriotas’ antes e depois do 8 de Janeiro | com Jonas Medeiros | 209

Como se comportava a militância de extrema-direita no Brasil antes do 8 de Janeiro? E como passou a se comportar depois? Quais símbolos e quais ideias-guia orientaram e orientam esse militância?

É possível observar mudanças importantes na tática e nas ideias que orientam esse setor da sociedade politicamente mobilizado. Tais mudanças têm efeitos importantes na ativação e no modo de atuar desses segmentos.

Essas mudanças, aliás, deixam claro que se trata de um setor social politicamente mobilizado que não é meramente caudatário de lideranças extremistas, como a família Bolsonaro. Os militantes concebem e desenvolvem suas próprias interpretações acerca de como agir em cada conjuntura; mudam suas posições e o julgamento que fazem dos atores a depender do que observam e dos objetivos atingidos ou frustrados.

Um dos exemplos importantes de mudança é a forma como os ‘patriotas’ se veem as Forças Armadas, percebidas num momento como redentoras e noutro como traidoras.

Para discutir tal processo, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o cientista social Jonas Medeiros, pesquisador do CEBRAP, onde integra o Center for Critical Imagination (CCI), e coautor do livro “The Bolsonaro Paradox: The Public Sphere and Counterpublicity in Contemporary Brazil”, saído pela editora Springer.

Jonas também contribui periodicamente para veículos de imprensa, tratando de sua temática de pesquisa. Merecem destaque dois trabalhos sobre o 8 de Janeiro, um saído neste ano no site da revista Piauí (“Menos Exército, mais carro de som: a extrema direita um ano depois do 8 de janeiro”) e outro saído no início de 2023 no site do Poder360 (“O ‘Capitólio brasileiro’ se consumou: da profanação à lei e ordem”).

As músicas deste episódio são “Milky Way” do Ramzoid e “Night Ride” do TrackTribe.

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De Bolsonaro a Lula III | com Antonio Lavareda | 208

Muito se fala da polarização radicalizada que vivemos no Brasil – assim como em outras democracias do mundo. Em nosso caso, tal polarização cresceu de 2013 em diante, foi impulsionada pelo lavajatismo e aprofundada pelo quadriênio bolsonarista.

Ao analisar esse processo, contudo, é preciso ter cautela e analisar a realidade levando em conta as diferenças entre os polos. A polarização se constitui por uma extrema-direita, encarnada pelo bolsonarismo, mas não há uma extrema-esquerda em contraposição.

Trata-se, portanto, de uma polarização assimétrica.

De que forma o país se encontra hoje, mais de um ano após as eleições e com o terceiro governo Lula quase completando seu primeiro aniversário? A polarização se radicalizou ainda mais, ou há dados que nos possam indicar o contrário? Temos motivos para sermos otimistas, ou o pessimismo é inevitável diante das evidências?

Para discutir tais temas, o #ForadaPolíticaNãoháSalvação, em seu último episódio do ano de 2023, recebe o cientista político Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do IPESPE (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas).

O IPESPE é responsável por alguns dos principais levantamentos de opinião e intenção de voto realizados no Brasil nos últimos anos. Antonio Lavareda é um de nossos mais notáveis cientistas políticos, autor de diversas obras de referência, tendo publicado mais recentemente o livro “De Bolsonaro a Lula III: pesquisa, eleição, democracia e governabilidade”, saído pela Sagga Editorial.

As músicas deste episódio são “Too Late Now” e “Time Slips By”, ambas de Go By Ocean / Ryan McCaffrey.

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#Polarização #Intolerância #Radicalização #PartidosPolíticos #OpiniãoPública

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Biografia do Abismo | com Felipe Nunes & Thomas Traumann | 207

Em todas as democracias há polarização política. O discurso de “nós contra eles” é esperado nas disputas eleitorais e no embate entre governo e oposição. Contudo, qual o limite para isso sem que se estiole o próprio jogo democrático?

Durante os anos da polarização PT-PSDB no Brasil, os limites foram por muito tempo delimitados pela lógica da competição entre adversários, não inimigos. Isso começou a desandar na contestação de Aécio Neves ao resultado das urnas em 2014 e na batalha que culminou no impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Mas isso ainda era café pequeno perto do que viria a ser a polarização do petismo com o bolsonarismo – uma polarização assimétrica, diga-se. Afinal, enquanto o PT ocupa o lugar de uma esquerda democrática, o bolsonarismo lidera a extrema-direita no Brasil.

A partir daí, as posições políticas se calcificam e os adversários dão lugar a inimigos a serem extirpados. Eleições passam a ser atos identitários e o julgamento sobre políticas públicas é substituído pela disputa entre perspectivas existenciais.

O que nos conduziu a tal situação? Quais as consequências dela para a democracia brasileira? Há saída desse inferno ou nos lançaremos no abismo?

O #ForadaPolíticaNãoháSalvação discute tal tema com os autores de um novo livro que aborda o assunto: “Biografia do abismo: como a polarização divide famílias, desafia empresas e compromete o futuro do Brasil”, publicado pela Harper Collins.

Um é o cientista político Felipe Nunes, professor do Departamento de Ciência Política da UFMG e diretor do instituto de pesquisas de opinião Quaest.

O outro é Thomas Traumann, jornalista politico, colunista da Veja e pesquisador da Escola de Comunicação, Mídia e Informação da FGV.

As músicas deste episódio são “Dead Wrong” de Jeremy Blake e “Cliff Side”, do Silent Partner.

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De quem é o 7 de Setembro? | com David Nemer | 193

Durante o mandato de Jair Bolsonaro, a data de 7 Setembro, dia da Independência do Brasil, foi apropriada partidariamente pelo chefe de governo, convertendo-se num momento de autopromoção do presidente de turno.

Em seu embate com a institucionalidade democrática e na captura de partes do Estado brasileiro, Bolsonaro fez das comemorações oportunidades para atrelar as Forças Armadas a seu projeto político e incitar seus seguidores a investir de forma golpista contra o Poder Judiciário.

Com Lula na Presidência e ainda mais após a Intentona bolsonarista do 8 de janeiro, criou-se uma grande expectativa sobre o andamento das celebrações da Independência. Como o novo presidente lidaria com os militares nessa ocasião? Como se comportariam os bolsonaristas?

Num discurso na véspera do 7 de Setembro, Lula apontou a importância de que as celebrações fossem uma oportunidade de reforçar a democracia, a soberania e a união do país. A festa procurou de fato se revestir desse clima. O site satírico “Sensacionalista” talvez tenha descrito com perfeição o evento: “Tudo normal: desfile de 7 de setembro volta a ser vazio e chato como sempre”.

Para discutir tal questão, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o antropólogo David Nemer, professor dos departamentos de Antropologia e Estudos de Mídia da Universidade da Virgínia. Nemer é também pesquisador associado do Berkman Klein Center For Internet & Society da Universidade de Harvard e autor da obra “Tecnologia do Oprimido“, publicada no Brasil pela editora Milfontes.

A música deste episódio é o “Hino da Independência do Brasil”, executado pela Banda Gol.

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#7deSetembro #IndependênciadoBrasil

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O Caminho da Autocracia | com Conrado Hübner Mendes, Marina Slhessarenko e Mariana Amaral | 179

As democracias mundo afora têm experimentado, desde o final do século passado, um processo de retrocesso, ou de recessão democrática, nos termos de Larry Diamond.

Assim, menos países são democráticos hoje do que há vinte anos e muitas democracias são menos democráticas do que eram antes.

De que forma esses processos se dão nas diversas experiências nacionais? De que maneira o governo de Jair Bolsonaro se inscreve nessa linhagem?

Para discutir tais temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe pesquisadores do LAUT (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo), autores de um novo livro sobre o assunto.

A obra e “O Caminho da Autocracia: estratégias atuais de erosão democrática”, publicada pela Tinta-da-China Brasil.

Contamos com a participação de três dos cinco autores do livro:

Conrado Hübner Mendes, professora da Faculdade Direito da USP, coordenador do LAUT e colunista da Folha;

Marina Shlessarenko Barreto, doutoranda em ciência política na USP; e Mariana Celano de Souza Amaral, mestranda em sociologia, também na USP.

As músicas deste episódio são “Late Night Drive” de Nat Keefe & BeatMower, e “Stoner Things” de Patiño.

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Investigações sobre o 8 de Janeiro | com Amarilis Costa | 175

Abril termina com diversas investigações acerca da Intentona Bolsonaresca do 8 de Janeiro avançando ou sendo abertas.

No Congresso, por iniciativa da oposição bolsonarista, instala-se uma CPMI para investigar os eventos, na tentativa de inverter a culpa, passando-a do bolsonarismo para o governo Lula.

No âmbito judicial são tornados réus centenas de bolsonaristas golpistas presentes nos acampamentos antidemocráticos e presos após vandalizarem as sedes dos três poderes da República.

Que importância têm as investigações neste momento? O que se pode esperar delas? Como se pode analisar as iniciativas nos âmbitos judicial, policial e congressual?

Para discutir tais temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe Amarilis Costa, advogada, diretora da Rede Liberdade, mestre em Ciências Humanas e doutoranda em Direitos Humanos na USP.

As músicas deste episódio são “So Lost” do MK2 e “Dark Alley Deals”, de Aaron Kenny.

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A extrema direita pós-Bolsonaro | com o Observatório da Extrema Direita | 165

Findo seu governo, Bolsonaro deixa como um de seus legados mais tenebrosos um país mais radicalizado, com uma extrema direita expandida em relação ao momento de sua eleição.

Qual será o futuro dessa extrema direita com seu principal líder e símbolo fora do governo? Ainda mais, o que será dela caso Bolsonaro seja posto para fora do jogo, preso ou inelegível?

Para discutir tal tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe três pesquisadores do Observatório da Extrema Direita, o principal grupo de pesquisa a reunir estudiosos do assunto no Brasil.

Representando o OED, participam do episódio Fabio Gentile, professor de ciência política na UFC; Alexandre de Almeida, antropólogo e pós-doutorando em história na UFJF; e Vinícius Bivar, doutorando em história na Freie Universität Berlin.

Os Twitters dos convidados são:

Fabio Gentile: @fabiogentile70

Alexandre de Almeida: @alexan_almeida

Vinícius Bivar: @ViniciusBivar

As músicas deste episódio são “Whats It to Ya Punk” do Audionautix e “Go Go Gadget Rockstar” do The Whole Other.

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A Intentona e os Militares | com Piero Leirner | 161

A intentona bolsonaresca de 8 de janeiro teve nas Forças Armadas atores centrais. País afora, instalações militares serviram de abrigo a golpistas que clamavam por um golpe de Estado.

Apesar dessas serem áreas de segurança sob jurisdição das Forças, golpistas acampados contaram com sua complacência e mesmo sua participação no movimento, por meio de parentes, reservistas ou até militares da ativa em trajes civis.

Depois, por ocasião do ataque às sedes dos três poderes em Brasília, o que viu foi complacência – ou até colaboração – de militares com golpistas.

A Guarda Presidencial foi dispensada na véspera dos atos pelo Gabinete de Segurança Institucional, ainda coalhado de bolsonaristas indicados pelo Gal. Augusto Heleno.

No QG do Exército, a polícia do DF foi impedida por soldados de prender acampados, conforme determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

No dia seguinte o presidente Lula apontou o dedo para os militares, acusando-os de passividade e afirmando que as Forças Armadas não são o “poder moderador” que pensam ser.

Como entender o papel dos militares nesse evento e no processo que lhe antecedeu? O que passa pela sua cabeça? É o caso de falar em “bolsonarismo” ou em “militarismo” como ameaça à democracia brasileira?

Para discutir tais temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe Piero Leirner, antropólogo, professor da UFSCAR, pesquisador do CNPq e um dos principais estudiosos da questão militar no Brasil.

Piero Leirner é autor de recente livro sobre a atuação dos militares na cena política: “O Brasil no espectro de uma guerra híbrida”, Alameda Editorial,já em 2ª edição.

O Twitter de Piero Leirner é: @pierolei

As músicas deste episódio são “First Call”, “Destiny Day” e “Day of Chaos”, todas de Kevin MacLeod, licenciadas de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons.

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