O primeiro turno na reta final | com Lara Mesquita & Rafael Cortez | 146

As eleições de 2022 se aproximam de um momento decisivo, entrando na  última semana de campanha antes do primeiro turno. Todas as atenções se voltam à disputa presidencial, pois diversas  pesquisas apontam a possibilidade de Lula vencer ainda no primeiro  turno. 

A possibilidade aumenta com novos apoios ao ex-presidente vindo até de  opositores outrora ferrenhos, como Miguel Reale Jr., autor do pedido de  impeachment de Dilma Rousseff. 

Reiteradas ameaças à democracia perpetradas por Jair Bolsonaro,  inconformado com uma provável derrota, alarmam setores políticos e  sociais, dentro e fora do Brasil. 

O que se pode esperar dessa disputa que se avizinha? E as demais  eleições, para o Congresso e governos estaduais, que se pode esperar  delas? 

Para discutir esses temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe dois cientistas políticos, especialistas em questões eleitorais. 

Uma é Lara Mesquita, professora da FGV EESP, pesquisadora do FGV CEPESP e do CEBRAP. 

Outro é Rafael Cortez, consultor da Tendências, professor do IDP e docente convidado da FGV EAESP.  

As músicas deste episódio são “No Clarity”, do Stayloose e “Remembering her Face” do Silent Partner.

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.

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#Eleições #Eleições2022 #EleiçãoPresidencial #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica  #PolíticaBrasileira #PesquisasEleitorais #PrimeiroTurno #Governadores #Bolsonaro #PartidosPolíticos #SistemaPartidário #FinaciamentoEleitoral

Populismo Reacionário | com Christian Lynch & Paulo Henrique Cassimiro | 144

Vivemos uma era marcada pela ascensão, mundo afora, de lideranças  populistas e movimentos reacionários. Por vezes essas duas coisas aparecem combinadas. 

Um dos exemplares mais vistosos dessa combinação é o bolsonarismo, um  movimento ao mesmo tempo populista, reacionário e autoritário. 

Mas o que caracteriza tanto o reacionarismo como o populismo? De que  forma e por que eles se combinam? Como Bolsonaro logrou liderar esse  movimento no Brasil e se tornar presidente? 

Para discutir esses temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe os  cientistas políticos Christian Lynch e Paulo Henrique Cassimiro, do IESP UERJ. 

Ambos acabaram de lançar o livro “O Populismo Reacionário: Ascensão e  Legado do Bolsonarismo”, pela editora Contracorrente, no qual tratam  exatamente desses assuntos.  

As músicas deste episódio são “Sonic Pogo” e “Deep State”, ambas do Vans  in Japan .   

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Política na Veia | 01 | É Jair ou já era?

O POLÍTICA NA VEIA é um novo programa semanal no YouTube com a  participação do redator-chefe da CartaCapital, Sergio Lirio, do  cientista político Cláudio Couto, do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, e do  jornalista Luis Nassif, do GGN. 

Neste primeiro episódio, são discutidos os preparativos para as  manifestações do dia 7 de Setembro em todo o país.

O que Jair Bolsonaro –  e o bolsonarismo – espera dos atos? Por que o ex-capitão, no início da  campanha, convocou seus seguidores a tomar as ruas “pela última vez”? O  campo progressista deve preparar uma manifestação em resposta às ameaças golpistas? 

Também: Os resultados das últimas pesquisas IPEC, FSB e  Ipespe e o crescimento da terceira via com Simone Tebet e Ciro Gomes.

E  ainda: Os imóveis da família Bolsonaro, o ataque contra Cristina  Kirchner na Argentina e o referendo constitucional no Chile. 

O programa Política na Veia é transmitido simultaneamente por  CartaCapital, pela TV GGN e pelo canal Fora da Política Não há Salvação.

Ciência, pseudociência e política | com Ricardo Galvão | 141

Ciência e política frequentemente se encontram. O conhecimento científico é primordial para embasar políticas públicas, assim como o incentivo à produção científica é uma política de muitos governos.

Contudo, a interação entre ciência e política não se encerra aí. A ciência pode ser instrumentalizada por políticos para fins eleitorais e para o exercício do poder contra seus adversários.

Além disso, argumentos pseudocientíficos também são utilizados para persuadir os cidadãos e atingir fins políticos. A pseudociência é traiçoeira justamente porque tem aparência de ciência, sem que realmente seja. Serve para enganar os incautos assim como a sofística, que se faz passar por filosofia.

Governantes populistas autoritários têm uma relação problemática com a ciência. Por um lado, tendem a vê-la apenas como um instrumento para ganhos imediatos. Por outro, desdenham dela e a atacam, quando suas descobertas contrariam os interesses dos poderosos e de seus amigos.

Além disso, governantes autoritários, por não dar valor de fato ao conhecimento científico, costumam perseguir cientistas e deixar à míngua a pesquisa e a educação. O ambiente universitário, em particular, é visto com hostilidade por esses governantes.

No Brasil isso fica claro no governo Bolsonaro. Além de propagar pseudociência (como no caso da pandemia e das mudanças climáticas), ataca pesquisadores, universidades e órgãos governamentais cuja ação se baseia no conhecimento científico.

Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu Ricardo Galvão, professor titular aposentado do Instituto de Física da USP, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e um dos mais renomados cientistas brasileiros.

Twitter de Ricardo Galvão: @ricardogalvaosp

A música deste episódio é “Long Road” do Futuremono.

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#Ciência #PolíticaCientífica #Pseudociência #SociedadeCivil #Eleições #Eleições2022 #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

A Sociedade Civil na Trincheira da Democracia | com José Álvaro Moisés | 140

No dia 11 de agosto diversos eventos de defesa da democracia ocorreram por todo o país, reunindo milhares de pessoas nas ruas e em escolas de Direito. O cordão foi puxado por uma carta elaborada no âmbito da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco.

Esse documento se inspirou noutro, análogo, elaborado também na São Francisco, sob a liderança do professor Gofredo da Silva Telles, em 1977. À época o país ainda vivia sob a ditadura militar, naquele momento sob o comando do General Ernesto Geisel.

Aquela carta contribuiu de forma importante para a mobilização da sociedade civil contra o autoritarismo. O processo ganhou novo impulso no ano seguinte, quando uma greve de metalúrgicos da Scânia deflagrou a emergência dos movimentos paredistas do Novo Sindicalismo. 

A sociedade reagia energicamente.

Nesta quadra histórica o Brasil vive não uma ditadura, mas uma ameaça à democracia, perpetrada pelo presidente da República e seus comparsas. A sociedade se vê na necessidade de reagir e reage novamente, não para retomar, mas para preservar o regime democrático.

A sociedade reage novamente.

Para discutir esses temas, o contexto em que essa sociedade civil se levanta e as dificuldades da democracia brasileira contemporânea, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe José Álvaro Moisés, professor aposentado do Departamento de Ciência Política e professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA).

Moisés há anos é um estudioso da ação política da sociedade civil e da democracia. No IEA, lidera o Grupo de Pesquisa sobre a Qualidade da Democracia.

http://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/qualidade-da-democracia 

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#SociedadeCivil #Eleições #Eleições2022 #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #EstadodeDireito

Violência Política e Eleições | com Felipe Borba & Vinícius Israel | 137

Temos visto que os episódios de violência política relacionada às eleições têm aumentado no Brasil, ultrapassando inclusive o número de eventos em 2020 durante o primeiro semestre. E eleições municipais costumam ter mais violência que as estaduais e nacionais.

A grande diferença é que desta feita o próprio presidente da República, no exercício do cargo, estimula a violência contra seus adversários, transformados por ele em inimigos. Isto gera uma mudança não só quantitativa, mas qualitativa, da violência.

O episódio mais vistoso foi o assassinato, em Foz do Iguaçu, do dirigente petista, Marcelo Arruda, em sua festa de aniversário. O crime foi perpetrado por um policial bolsonarista que disparou seus tiros contra o inimigo político aos gritos de “aqui é Bolsonaro”.

Fosse apenas esse o episódio, já seria suficientemente grave, mas há mais coisas.

Drone que lança excrementos misturados com veneno contra manifestantes num comício de Lula; bomba caseira, cheia de excrementos, lançada no meio de um comício do candidato petista; intimidação com milicianos armados em passeata em prol do candidato Marcelo Freixo no Rio de Janeiro; excrementos e ovos lançados sobre o carro de juiz que determinou a prisão de ex-ministro bolsonarista.

Os casos abundam, sempre promovidos pelo bolsonarismo contra seus desafetos.

Em que esses episódios de violência político-eleitoral de 2022 diferem daqueles que usualmente ocorrem no país? Quais as características da violência crônica, de natureza politico-eleitoral, no Brasil? Quem são as principais vítimas?

Para entender esse fenômeno, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação conversou dos pesquisadores do tema.

Um é Felipe Borba, cientista político e coordenador do GIEL – Grupo de Investigação Eleitoral da UNIRIO, no âmbito do qual funciona o Observatório da Violência Política e Eleitoral.

O outro é Vinícius Israel, sociólogo e matemático, também ele professor da UNIRIO e pesquisador do Observatório.

Twitter de Felipe Borba: @FelipeB70714377

LinkedIn de Vinícius Israel: @vinicius-israel-a12386100/

As músicas deste episódio são “A Ghost Town” de Quincas Moreira e “Arms Dealer” do Anno Domini.

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#ViolênciaPolítica #Eleições #Eleições2022 #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

Redes Sociais, Política, Eleições | com Pedro Bruzzi | 136

Que avaliação se pode fazer do papel das redes sociais na política nos últimos anos, não só no Brasil, mas noutros países? Em particular nas eleições, que impacto as redes podem ter em 2022? Vimos que foram importantes em 2018, com grande vantagem para Jair Bolsonaro e seus aliados; esse cenário pode se repetir neste ano?

Para além das eleições, as redes têm importância na definição da agenda pública. Elas influenciam de forma relevante o debate político mais geral, inclusive pautando a imprensa tradicional, que frequentemente vai atrás de algo que surgiu primeiro nas redes. As redes são notícia e influenciam até mesmo a forma de se fazer notícia.

Muitas análises sobre o papel das redes na política tomam pelo valor de face os números de seguidores, compartilhamentos e curtidas. Mas será que isso é suficiente para alterar o cenário político? É preciso prestar atenção também no conteúdo do que está sendo difundido para avaliar seu impacto.

Outro aspecto interessante da influência das redes na política é a atuação das celebridades, dos influenciadores digitais. Embora frequentemente seguidos por um público interessado noutros temas que não a política, acabam por influenciá-lo politicamente ao enveredar por esse assunto.

Para discutir essas questões, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe Pedro Bruzzi, sócio da Arquimedes, pesquisador da relação entre redes sociais e política e colaborador frequente da revista Piauí. Pedro desenvolve sua pesquisa de doutorado na FGV EAESP tratando exatamente desse assunto.

As músicas deste episódio são “Robots and Aliens” de Joel Cummins e “Digifunk” do DivKid.

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Agradecemos aos novos apoiadores do Fora da Política Não há Salvação: Isaías Antônio Novaes Gonçalves, Rodrigo Menck e Sérgio Inácio.

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#Eleições #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

Limites da Democracia | com Marcos Nobre | 133

Que perigo (ou quais perigos) o bolsonarismo representa para a democracia brasileira? E como esse movimento de extrema-direita teve sucesso em chegar ao governo central?

Os antecedentes da emergência do bolsonarismo e da chegada de seu líder à Presidência da República têm raízes profundas na política brasileira.

As novas direitas surgidas sobretudo após as jornadas de junho de 2013 são um desses antecedentes. O pemedebismo, nascido na redemocratização e que congrega (mas não se restringe) fisiologismo e conservadorismo, é outro. Também a democracia digital, que desloca a democracia de partidos em diversos países.

Para entender esse fenômeno este #ForadaPolíticaNãoháSalvação conversa com Marcos Nobre, filósofo, professor de Filosofia Política na UNICAMP e presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP).

Marcos acaba de lançar um novo livro, discutindo esses assuntos, e cujo título inspirou o nome deste episódio: Limites da Democracia: de junho de 2013 ao governo Bolsonaro, editado pela Todavia.

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Agradecemos às novas apoiadoras: Márcia Padilha e Myrna Moroz

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#GovernoBolsonaro #NovasDireitas #NovaDireita #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

O Estado de Espírito do Eleitorado | 130 | Com Nara Pavão & Silvana Krause

As eleições de 2022 apresentam dois cenários distintos nos planos nacional e estadual. Nacionalmente se consolida a bipolarização entre Lula e Bolsonaro, com pouquíssimo espaço para outros concorrentes, mas nos estados a disputa ainda está em aberto.

O que explica tal quadro? O que poderia mudá-lo?

O sistema partidário brasileiro tem passado por significativas transformações, ainda que a hiperfragmentação permaneça. Se, por um lado, o PT segue como um polo organizador da disputa nacional – devido ao petismo e ao antipetismo –, nenhum outro partido consegue desempenhar papel similar.

O PSDB, que por duas décadas polarizou com o PT nas disputas presidenciais, com desdobramentos em alguns estados, desmilinguiu. Seu candidato presidencial, João Dória, não sobreviveu à impopularidade e ao boicote dentro de seu próprio partido, que segue conflagrado.

O bolsonarismo, porém, que logrou (com sucesso eleitoral) substituir o PSDB na polarização com o PT em 2018, não tem ancoragem partidária, fiando-se numa lógica de movimento ativado por uma liderança carismática e pelo controle da máquina governamental.

Entretanto, se o antipetismo foi fator importante de arregimentação política à direita do espectro ideológico, nestas eleições presidenciais (e mesmo em algumas estaduais) o antibolsonarismo cumpre papel análogo, da centro-direita à esquerda.

Isso pode mudar? A bipolarização assimétrica entre uma extrema-direita autoritária e uma centro-esquerda democrática pode dar espaço ao surgimento de uma opção de centro-direita, ou mesmo de direita moderada? Que papel as fake-news podem ter na disputa?

Para discutir esses temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu duas cientistas políticas. São elas:

Músicas deste episódio: “Gravel Road” (The 126ers), “Evertything Is Gonna Be Fine” (Jeremy Blake) e “The Life” (Delírio).

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Agradecemos ao novo apoiador do Fora da Política Não há Salvação: Alysson Portella.

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Golpe de Estado: o nome e a coisa | Com Marcos Napolitano | 129

Quanto mais se aproximam as eleições de 2022, mais se fala sobre a possibilidade de um golpe perpetrado pelo bolsonarismo.

O presidente da República não perde uma oportunidade sequer para fustigar o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e os governos estaduais não alinhados. Indica que se não ganhar a eleição presidencial, afirmará que isso terá ocorrido por alguma fraude.

Embora não dê qualquer evidência das suspeições que levanta sobre o processo eleitoral brasileiro, Jair Bolsonaro mina a confiança de parte da cidadania nas urnas eletrônicas, joga a população contra o Poder Judiciário e invoca repetidamente sua condição de comandante supremo das Forças Armadas.

Nessas ocasiões, além de invocar o apoio militar em nível federal, incita também os cidadãos armados a se colocarem a seu lado. Em suas palavras “um povo armado jamais será escravizado”. Quem são os armados? Seus apoiadores. Quem os quer escravizar? Ninguém, mas é essa a narrativa.

Corremos mesmo risco? Qual o tamanho desse risco vis-à-vis nosso histórico de golpes, principalmente com a participação dos militares?

Para tentar compreender esse cenário, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Marcos Napolitano, historiador, professor de História Contemporânea do Brasil na Universidade de São Paulo e pesquisador da ditadura militar.

Dentre outros trabalhos, Marcos Napolitano é autor de um artigo, publicado na revista Estudos Avançados, intitulado “Golpe de Estado: entre o nome e a coisa”, cuja discussão serviu de base para nossa conversa neste episódio.

As músicas deste episódio são “No Turning Back”, do Neefex, e “Fast Anxiety”, de Jeremy Korpas, e “Good for Nothing Safety”, do Twin Musicom.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Agradecemos aos novos apoiadores do Fora da Política Não há Salvação:

Brasílio Sallum Jr. e Márcio Bertelli.

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