A Polarização Afetiva | Com Marcus André Melo | 128

As democracias experimentam um processo de polarização política cada vez mais radical. Já não se trata só da contraposição entre preferências políticas ou afiliações partidárias, mas do antagonismo de afetos.

Assim, a avaliação de governos e lideranças e o debate público ficam menos submetidos a considerações racionais e mais a sentimentos – por definição, irracionais.

Pesquisas na ciência política e noutras ciências sociais buscam compreender o fenômeno que ocorre no Brasil e noutras democracias, especialmente onde cresce o populismo.

Esse assunto tem sido objeto da atenção do convidado deste episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação. É ele o cientista político Marcus André Melo, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco e ex-professor visitante no MIT e na universidade de Yale.

Marcus Melo é também colunista da Folha de S. Paulo, publicando semanalmente textos de análise política fortemente ancorados no estado da arte da produção científica. Em diversas de suas últimas colunas ele tem abordado com especial atenção a questão da polarização afetiva.

Twitter de Marcus André Melo: @MAMELO

O episódio está repleto de indicações de leitura para quem desejar se aprofundar no assunto, dentre elas trabalhos de:

As músicas deste episódio são “Bicycle – Reunited”, de Kevin MacLeod, e “We Could Reach”, do Freedom Trail.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

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Mayara Leal Miranda e Webs Pe.

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As eleições e os arranjos regionais | com Carlos Souza & João Paulo Viana | 127

Enquanto as pesquisas de intenção de voto indicam uma grande estabilidade na disputa presidencial, com a bipolarização entre Lula e Bolsonaro se solidificando, os candidatos buscam construir alianças nos Estados.

Tanto os presidenciáveis querem reforçar sua posição em nível regional, como os candidatos a governador e ao Congresso querem se beneficiar do alinhamento com candidatos presidenciais fortes.

O que se pode dizer sobre esse processo? Qual o sentido das alianças tentadas, mas nem sempre concretizadas?

Com um olhar no nacional e outro no regional, em especial para a região Norte do país, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe dois convidados, ambos cientistas políticos.

Um é Carlos Souza, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pesquisador da área de partidos e eleições. O outro é João Paulo Viana, professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que também trabalha com esse tema. Ambos são pesquisadores do LEGAL, o Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal.

Site do Legal: https://legal-amazonia.org/

As músicas deste episódio são “Batuque Bom” e “Sabor Moreno”, ambas de Quincas Moreira.

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Gisela Moreau, Eloísa Borges, Paulo Roberto Leão, Rosanna Zraick, Rodrigo Krammes, Elisabeth Oliveira, Aloisio Júnior.

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Um governo contra o Estado | Com Gabriela Lotta | 126

Em sua primeira viagem aos Estados Unidos como presidente, em março de 2019, Jair Bolsonaro afirmou: “Nós temos é que desconstruir muita coisa, desfazer muita coisa, para depois nós começarmos a fazer”.

Seu governo é evidência cabal de que tal objetivo de desconstrução – ou de destruição – tem sido seguido diligentemente nas mais diversas áreas da administração pública, em especial aquelas contra as quais o bolsonarismo promove sua guerra: meio-ambiente, cultura, relações internacionais, educação, ciência, mas não só.

Uma das faces dessa desconstrução é o ataque e o assédio ao funcionalismo público, ou seja, à burocracia de Estado. A criação de listas negras (ou, no caso, “vermelhas”), a nomeação de pessoal incompetente para certos setores, a militarização, o autoritarismo nas relações de trabalho, a humilhação de servidores. Essas e outras ações compõem o cenário dessa destruição administrativa.

Para compreender tal situação este #ForadaPolíticaNãoháSalvação tem como convidada Gabriela Lotta, cientista política, professora do Departamento de Gestão Pública (GEP) da FGV EAESP e pesquisadora da burocracia pública. Ela tem escrito diversos trabalhos acerca do tema, dentre os quais o capítulo de um livro de acesso gratuito, publicado pela AFIPEA (Associação dos Funcionários do IPEA).

Trata-se da obra Assédio Institucional no Brasil: avanço do autoritarismo e desconstrução do Estado. O livro está disponível para download gratuito neste link: https://afipeasindical.org.br/content/uploads/2022/05/Assedio-Institucional-no-Brasil-Afipea-Edupb.pdf 

Twitter de Gabriela Lotta: @gabilotta

As músicas deste episódio são “Darkdub”, de Quincas Moreira e “Retrograde”, de Spence.

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Que risco corremos? | Com Celso Rocha de Barros | 125

A escalada autoritária de Bolsonaro só cresce, tendo como seu alvo preferencial o Poder Judiciário ou, mais exatamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A condenação do deputado federal bolsonarista, Daniel Silveira, a quase nove anos de cadeia por ameaças a ministros do STF e ao próprio tribunal teve como resposta uma nova afronta do presidente da República à corte, com a graça concedida por Bolsonaro a seu aliado.

Depois disso, nova crise adveio da observação pelo ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE, de que as Forças Armadas têm sido orientadas (pelo presidente da República, seu comandante em chefe) a desacreditar o processo eleitoral. O Ministério da Defesa emitiu uma nota agressiva contra Barroso, afirmando ter ele as ofendido.

Em meio a isso tudo o STF toma novas decisões contrárias aos interesses do governo (como as relativas à sua política ambiental) e se vê às voltas com a questão de como lidar com a situação envolvendo Silveira e o perdão presidencial que lhe foi concedido.

Que risco corremos de uma ruptura institucional, um golpe de Estado no Brasil, neste momento ou até as eleições?

Para lidar com esse tema este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Celso Rocha de Barros, sociólogo doutorado pela Universidade de Oxford e colunista da Folha de São Paulo.

Twitter de Celso Rocha de Barros: @NPTO

As músicas deste episódio são “Perihelion” de Cooper Cannell e “Traversing” do God Mode.

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Bolsonarismo: linguagem da destruição | Com Miguel Lago | 124

O que explica a resiliência de Jair Bolsonaro, que apesar do desastre como governo e na provisão de políticas públicas, mantém uma considerável popularidade e assegura ao mandatário um patamar considerável de intenções de voto?

A oposição se vê atônita com a forma de agir do ex-capitão do Exército, marcada pelo uso da hiperconectividade das redes sociais e lançando mão de uma política mística, tanto para governar como para amealhar o apoio de uma base social fiel – em vários sentidos que a palavra “fiel” comporta.

Trata-se de um governo reacionário, voltado à “destruição como forma de constituição de uma utopia regressiva” – como enunciado na introdução ao livro. Destrói-se o Estado administrativo brasileiro, suas instituições e suas políticas. Mas há algo a ser construído? Se houver, do que se trata?

O bolsonarismo fala muito de liberdade. Porém, qual a noção de liberdade bolsonaresca? Seria a de fazer “o que der na telha”? Seria a liberdade do estado de natureza hobbesiano?

O bolsonarismo comporta uma dimensão religiosa que opõe a mística à racionalidade, tornando o fenômeno não só de difícil compreensão para seus críticos, como de difícil enfrentamento. 

Para tentar entender esse complexo fenômeno político, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Miguel Lago, cientista político, professor da School of Public Affairs (SIPA) da Columbia University, e diretor do IEPS (Instituto de Estudo de Políticas para a Saúde).

Lago é, ao lado de Heloísa Starling e Newton Bignotto, um dos autores do livro “Linguagem da destruição: a democracia brasileira em crise”, publicado pela Companhia das Letras.

As músicas deste episódio são “Sao Meo Orchestral Mix” de Doug Maxwell & Zac Zinger, e “Castlevania” do Density & Time.

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Eleições 2022 | Quais são as tendências? | Com Carolina Botelho & Fernando Abrucio | 120

Há algumas semanas diversas pesquisas apontavam o que parecia ser uma recuperação de Bolsonaro, tanto nas avaliações de seu governo, quanto em suas intenções de voto.

Essa percepção que lentamente se construía com diversas pesquisas, realizadas mensalmente, ou mesmo quinzenalmente, foi reforçada pelo levantamento do DataFolha: comparada a dezembro, a diferença entre Lula e Bolsonaro caiu de 26 pontos percentuais para “apenas” 17 no primeiro turno.

Contudo, nem todos os institutos confirmam cabalmente essa percepção.

Primeiro porque em vários casos a oscilação ocorre sempre dentro das margens de erro entre um levantamento e outro. Depois porque a pesquisa do IPESPE, divulgada um dia após o DataFolha, mostra um estancamento da melhora de Bolsonaro.

A que se devem essas oscilações? Por que a situação de Bolsonaro iniciou uma melhora que agora parece estancar?

Para discutir essas questões este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu dois convidados.

Uma é Carolina Botelho, cientista política, pesquisadora do Doxa (Laboratório de Estudos Eleitorais, de Comunicação Política e Opinião Pública) do IESP UERJ.

O outro é Fernando Abrucio, cientista político, professor do Departamento de Gestão Pública (GEP) da FGV EAESP.

As músicas deste episódio são The Gentlemen, do DivKid, e Island Dream, de Chris Haugen.

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#Eleições2022 #PolíticaBrasileira #Eleições #PartidosPolíticos #PesquisasEleitorais #ConjunturaPolítica

Do integralismo ao bolsonarismo | com Leandro Pereira Gonçalves & Odilon Caldeira Neto | 116

O Brasil teve o maior movimento fascista das Américas, o Integralismo, liderado por Plínio Salgado e com importante atuação na primeira metade do século XX.

Quase um século depois, chega ao poder o extremista de direita Jair Bolsonaro, que conta com o apoio de novos integralistas, atuantes em organizações que procuram reviver esse fascismo brasileiro do passado.

Mas o que foi o integralismo, esse velho fascismo? E de que forma sua história nos auxilia a entender o que é o neofascismo hoje atuante no Brasil? Que ligações há entre o integralismo e o bolsonarismo?

Para responder a essas perguntas, os convidados deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação são Leandro Pereira Gonçalves & Odilon Caldeira Neto, historiadores e professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), além de pesquisadores do LAHPS, o Laboratório de História Política e Social.

Eles são autores do livro O Fascismo em Camisas Verdes: do Integralismo ao Neointegralismo, publicado pela Editora da FGV.

Eles podem ser acompanhados por meio de suas contas no Twitter:

@leandropgon

@odiloncaldeira

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  • Márcia Regina Munhoz
  • Daniel Frasson
  • César Dantas
  • Daniela Ramos
  • Francisco Alves Soares

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#Neointegralismo #EstadoNovo #PolíticaBrasileira #PlínioSalgado #ConjunturaPolítica

Olavo morreu. E agora? Com Michele Prado | #113

A morte de Olavo de Carvalho deixou a extrema-direita brasileira, e o bolsonarismo em particular, sem seu principal formulador intelectual.

Qual o significado da perda desse quadro para esses setores políticos?

Para entender esse problema, inclusive compreendendo as influências da extrema-direita mundo afora, o #ForadaPolíticaNãoháSalvação conversou com Michele Prado, autora do livro “Tempestade Ideológica. Bolsonarismo: a Alt-Right e o Populismo Iliberal no Brasil”.

Nesse trabalho, a autora estuda as origens do pensamento de Olavo de Carvalho e suas influências no bolsonarismo, bem como as relações entre ambos e a extrema-direita internacional – temas de que tratou também em nossa conversa.

O livro pode ser adquirido no seguinte site: https://tempestadeideologica.lojavirtualnuvem.com.br/ ou contatando diretamente a autora por meio do Twitter: @MichelePradoBa

Leia o blog do #FPNS no Site da CartaCapital.

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  • Amelia Abdal
  • Andrei Moreira
  • Ary Fortes
  • Giovanna M. R. Lima
  • Margareth Oliveira
  • Fernanda Loschiavo Noni
  • Mateus Rocha
  • Caio Batista da Silva
  • Andre Torres
  • Paula Chiarello

#OlavodeCarvalho #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #AltRight

Ingenuidade é inaceitável para políticos profissionais. Cinismo e covardia talvez sejam. Artigo no blog do #FPNS no site de CartaCapital

Meu artigo no blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site de CartaCapital sobre como não é de se esperar de políticos profissionais a mesma ingenuidade que podem ter cidadãos comuns acerca da política e de outros políticos.

A motivação do texto é a inverossímil declaração da senadora Simone Tebet (MDB-MS) sobre o quão inimaginável era o desastre do governo Bolsonaro à época de sua eleição, em 2018.

Para ler o texto, clique na imagem.

Simone Tebet discursa no Senado Federal. Foto de Pedro França – Agência Senado.

A disputa na direita, com Lúcio Rennó | #110

No intervalo de duas semanas, Sérgio Moro foi lançado pré-candidato à presidência pelo Podemos, o PSDB realizou suas prévias, definindo João Dória como seu postulante, e Jair Bolsonaro se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto – além da bem menos ruidosa filiação de Rodrigo Pacheco ao PSD.

Desse modo, a direita política sacramentava quatro novos concorrentes à chefia de governo em 2022. Não são candidatos demais?

A candidatura de Rodrigo Pacheco não parece ser para valer, ao menos quanto às suas chances reais de embolar a disputa. Assim, as atenções se voltam para os outros postulantes, com destaque para a polarização entre Sérgio Moro e Jair Bolsonaro, ex-aliados.

O presidente extremista e o ex-juiz justiceiro disputam entre si não apenas a liderança no campo direitista, mas também o protagonismo da condição de principal postulante anti-Lula – que por ora lidera todas as pesquisas de intenção de voto. João Dória, bem mais atrás nas pesquisas, corre por fora.

Como compreender a natureza dessa disputa e as bases de apoio dos três concorrentes direitistas?

Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Lúcio Rennó, cientista politico e professor da Universidade de Brasília, onde atualmente ocupa o posto de pró-reitor de pós-graduação.

Rennó é um estudioso do sistema partidário e da competição eleitoral no Brasil, sendo que há vários anos tem se dedicado a estudar a força política da direita nesse âmbito.

Twitter: @LucioRenno

As músicas deste episódio são “The Colonel”, de Zachariah Hickman, e “Ratatouille’s Kitchen”, de Carmén María & Edu Espinal.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

#Eleições2022 #JairBolsonaro #SergioMoro #JoãoDória #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #PartidosPolíticos #PL #Podemos