O país que sai das urnas | com Jairo Nicolau | 148

As eleições de 2 de outubro produziram uma grande vitória eleitoral da direita, inclusive da extrema-direita bolsonarista.

Isso ficou patente não só no desempenho acima do esperado de Bolsonaro na eleição presidencial, mas também no aumento da bancada direitista no Congresso e na vitória de governadores bolsonaristas em estados importantes.

O bolsonarismo consolidou a direita como nunca antes desde o final da ditadura militar. Deu-lhe não só coesão, mas também maior assertividade ideológica. O Centrão, em vez de moderar Bolsonaro, radicalizou-se com ele.

O que explica esse fenômeno? Que país é esse que sai das urnas em 2022?

Para compreender o que ocorreu e o que podemos esperar, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o cientista político Jairo Nicolau, professor do FGV CPDOC e um dos principais pesquisadores brasileiros de partidos e eleições.

Jairo Nicolau publicou algo recentemente o livro “O Brasil dobrou à direita: uma radiografia da eleição de Bolsonaro em 2018”, editado pela Zahar.

O Twitter de Jairo Nicolau é: @JairoNicolau1

As músicas deste episódio são “Batuque Bom” e “Eletrosamba”, de Quincas Moreira.

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.

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#Eleições #Eleições2022 #EleiçãoPresidencial #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica  #PolíticaBrasileira #PesquisasEleitorais #Evangélicos   #Bolsonaro #PartidosPolíticos #SistemaPartidário #Antipetismo

A religião distrai os pobres? | com Victor Araújo | 147

Há um fenômeno político que, ao menos desde a eleição de 2018, tem chamado a atenção de analistas, estudiosos e do público em geral: a força de Jair Bolsonaro no eleitorado evangélico.

Naquela eleição estima-se que cerca de 70% do voto evangélico foi para Bolsonaro, tendo um peso importante em sua vitória nas urnas. Em 2022 esse número caiu, mas ainda assim é alto: pouco mais de 50% dos evangélicos declaram que votarão para reeleger o presidente.

O fenômeno, contudo, não é tão novo. A tendência conservadora, ou mesmo ultraconservadora, de grande parte do eleitorado evangélico se tem verificado em seguidas disputas eleitorais, nos três níveis de governo.

O que explica esse fenômeno? E por que mesmo os evangélicos mais pobres têm esse viés conservador no voto, inclusive ao ponto de rechaçar partidos e políticos mais simpáticos a políticas de redistribuição da riqueza? É sua religiosidade que explica tal comportamento eleitoral?

Para entender o fenômeno este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu Victor Araújo, cientista político, pesquisador na Universidade de Zurique e autor do livro A religião distrai os pobres? O voto econômico de joelhos para a moral e os bons costumes, publicado pela Editora 70.

As músicas deste episódio são “God Fury” do Anno Domini Beats e “Future Renaissance” do Godmode.

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Política Na Veia | 02 | Ataques, ameaças e humilhação

O POLÍTICA NA VEIA é um novo programa semanal no YouTube com a  participação do redator-chefe da CartaCapital, Sergio Lirio, do  cientista político Cláudio Couto, do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, e do  jornalista Luis Nassif, do GGN.  

Neste segundo episódio, a equipe irá discutir a escalada de violência  bolsonarista durante a campanha eleitoral.

Após Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, cancelar um compromisso de  campanha no dia 7 em decorrência de ameaças, o candidato do PSOL a deputado federal, Guilherme Boulos, foi ameaçado com uma arma durante um  ato na Grande São Paulo.

No dia 9, um apoiador de Bolsonaro matou um  defensor de Lula a facadas no interior do Mato Grosso, após uma  discussão.  

O programa Política na Veia é transmitido simultaneamente por CartaCapital, pela TV GGN e pelo canal Fora da Política Não há Salvação.  

#eleições #eleições2022 #violênciapolítica #análisepolítica #conjunturapolítica #políticabrasileira

Populismo Reacionário | com Christian Lynch & Paulo Henrique Cassimiro | 144

Vivemos uma era marcada pela ascensão, mundo afora, de lideranças  populistas e movimentos reacionários. Por vezes essas duas coisas aparecem combinadas. 

Um dos exemplares mais vistosos dessa combinação é o bolsonarismo, um  movimento ao mesmo tempo populista, reacionário e autoritário. 

Mas o que caracteriza tanto o reacionarismo como o populismo? De que  forma e por que eles se combinam? Como Bolsonaro logrou liderar esse  movimento no Brasil e se tornar presidente? 

Para discutir esses temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe os  cientistas políticos Christian Lynch e Paulo Henrique Cassimiro, do IESP UERJ. 

Ambos acabaram de lançar o livro “O Populismo Reacionário: Ascensão e  Legado do Bolsonarismo”, pela editora Contracorrente, no qual tratam  exatamente desses assuntos.  

As músicas deste episódio são “Sonic Pogo” e “Deep State”, ambas do Vans  in Japan .   

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.  

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#Eleições #AnálisePolítica #Eleições2022 #EleiçãoPresidencial #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

Política na Veia | 01 | É Jair ou já era?

O POLÍTICA NA VEIA é um novo programa semanal no YouTube com a  participação do redator-chefe da CartaCapital, Sergio Lirio, do  cientista político Cláudio Couto, do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, e do  jornalista Luis Nassif, do GGN. 

Neste primeiro episódio, são discutidos os preparativos para as  manifestações do dia 7 de Setembro em todo o país.

O que Jair Bolsonaro –  e o bolsonarismo – espera dos atos? Por que o ex-capitão, no início da  campanha, convocou seus seguidores a tomar as ruas “pela última vez”? O  campo progressista deve preparar uma manifestação em resposta às ameaças golpistas? 

Também: Os resultados das últimas pesquisas IPEC, FSB e  Ipespe e o crescimento da terceira via com Simone Tebet e Ciro Gomes.

E  ainda: Os imóveis da família Bolsonaro, o ataque contra Cristina  Kirchner na Argentina e o referendo constitucional no Chile. 

O programa Política na Veia é transmitido simultaneamente por  CartaCapital, pela TV GGN e pelo canal Fora da Política Não há Salvação.

Ideologia: uma pra viver | com Juliana Fratini | 142

Em meados dos anos 1980, Cazuza eternizou um verso de sua canção, “Ideologia”. Era ele: “Ideologia: quero uma pra viver”.

De fato, ideias a respeito do mundo, em particular acerca da política, dão sentido à vida. Que rumo seguimos como cidadãos e cidadãs? Que rumos seguem aqueles que escolhemos para governar ou que, por vezes, nos são impostos?

Esse é o tema deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação e também do livro organizado por Juliana Fratini, cientista política, doutoranda na PUC SP e estudiosa da relação entre gênero e política – particularmente a atuação das mulheres, o que é objeto de outra obra que organizou: “As Princesas de Maquiavel”.

No volume “Ideologia: uma para viver – as teorias que orientam o pensamento político atual”, ela reúne trabalhos de diversos pesquisadores sobre variados temas atinentes à questão ideológica: 

tecnologia, desinformação, latino-americanismo, democracia, partidos políticos, social-democracia, populismo, direita e esquerda, marxismo, socialismo, comunismo, neoliberalismo, corrupção.

Twitter de Juliana Fratini: @JFratini

As músicas deste episódio são “The Goon’s Loose” e “March of the Hares”, ambas de Nathan Moore.

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.

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#Ideologia #AnálisePolítica #TeoriaPolítica #Marxismo #DireitaEsquerda 

A Sociedade Civil na Trincheira da Democracia | com José Álvaro Moisés | 140

No dia 11 de agosto diversos eventos de defesa da democracia ocorreram por todo o país, reunindo milhares de pessoas nas ruas e em escolas de Direito. O cordão foi puxado por uma carta elaborada no âmbito da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco.

Esse documento se inspirou noutro, análogo, elaborado também na São Francisco, sob a liderança do professor Gofredo da Silva Telles, em 1977. À época o país ainda vivia sob a ditadura militar, naquele momento sob o comando do General Ernesto Geisel.

Aquela carta contribuiu de forma importante para a mobilização da sociedade civil contra o autoritarismo. O processo ganhou novo impulso no ano seguinte, quando uma greve de metalúrgicos da Scânia deflagrou a emergência dos movimentos paredistas do Novo Sindicalismo. 

A sociedade reagia energicamente.

Nesta quadra histórica o Brasil vive não uma ditadura, mas uma ameaça à democracia, perpetrada pelo presidente da República e seus comparsas. A sociedade se vê na necessidade de reagir e reage novamente, não para retomar, mas para preservar o regime democrático.

A sociedade reage novamente.

Para discutir esses temas, o contexto em que essa sociedade civil se levanta e as dificuldades da democracia brasileira contemporânea, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe José Álvaro Moisés, professor aposentado do Departamento de Ciência Política e professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA).

Moisés há anos é um estudioso da ação política da sociedade civil e da democracia. No IEA, lidera o Grupo de Pesquisa sobre a Qualidade da Democracia.

http://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/qualidade-da-democracia 

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#SociedadeCivil #Eleições #Eleições2022 #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #EstadodeDireito

Violência Política e Eleições | com Felipe Borba & Vinícius Israel | 137

Temos visto que os episódios de violência política relacionada às eleições têm aumentado no Brasil, ultrapassando inclusive o número de eventos em 2020 durante o primeiro semestre. E eleições municipais costumam ter mais violência que as estaduais e nacionais.

A grande diferença é que desta feita o próprio presidente da República, no exercício do cargo, estimula a violência contra seus adversários, transformados por ele em inimigos. Isto gera uma mudança não só quantitativa, mas qualitativa, da violência.

O episódio mais vistoso foi o assassinato, em Foz do Iguaçu, do dirigente petista, Marcelo Arruda, em sua festa de aniversário. O crime foi perpetrado por um policial bolsonarista que disparou seus tiros contra o inimigo político aos gritos de “aqui é Bolsonaro”.

Fosse apenas esse o episódio, já seria suficientemente grave, mas há mais coisas.

Drone que lança excrementos misturados com veneno contra manifestantes num comício de Lula; bomba caseira, cheia de excrementos, lançada no meio de um comício do candidato petista; intimidação com milicianos armados em passeata em prol do candidato Marcelo Freixo no Rio de Janeiro; excrementos e ovos lançados sobre o carro de juiz que determinou a prisão de ex-ministro bolsonarista.

Os casos abundam, sempre promovidos pelo bolsonarismo contra seus desafetos.

Em que esses episódios de violência político-eleitoral de 2022 diferem daqueles que usualmente ocorrem no país? Quais as características da violência crônica, de natureza politico-eleitoral, no Brasil? Quem são as principais vítimas?

Para entender esse fenômeno, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação conversou dos pesquisadores do tema.

Um é Felipe Borba, cientista político e coordenador do GIEL – Grupo de Investigação Eleitoral da UNIRIO, no âmbito do qual funciona o Observatório da Violência Política e Eleitoral.

O outro é Vinícius Israel, sociólogo e matemático, também ele professor da UNIRIO e pesquisador do Observatório.

Twitter de Felipe Borba: @FelipeB70714377

LinkedIn de Vinícius Israel: @vinicius-israel-a12386100/

As músicas deste episódio são “A Ghost Town” de Quincas Moreira e “Arms Dealer” do Anno Domini.

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#ViolênciaPolítica #Eleições #Eleições2022 #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

Redes Sociais, Política, Eleições | com Pedro Bruzzi | 136

Que avaliação se pode fazer do papel das redes sociais na política nos últimos anos, não só no Brasil, mas noutros países? Em particular nas eleições, que impacto as redes podem ter em 2022? Vimos que foram importantes em 2018, com grande vantagem para Jair Bolsonaro e seus aliados; esse cenário pode se repetir neste ano?

Para além das eleições, as redes têm importância na definição da agenda pública. Elas influenciam de forma relevante o debate político mais geral, inclusive pautando a imprensa tradicional, que frequentemente vai atrás de algo que surgiu primeiro nas redes. As redes são notícia e influenciam até mesmo a forma de se fazer notícia.

Muitas análises sobre o papel das redes na política tomam pelo valor de face os números de seguidores, compartilhamentos e curtidas. Mas será que isso é suficiente para alterar o cenário político? É preciso prestar atenção também no conteúdo do que está sendo difundido para avaliar seu impacto.

Outro aspecto interessante da influência das redes na política é a atuação das celebridades, dos influenciadores digitais. Embora frequentemente seguidos por um público interessado noutros temas que não a política, acabam por influenciá-lo politicamente ao enveredar por esse assunto.

Para discutir essas questões, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe Pedro Bruzzi, sócio da Arquimedes, pesquisador da relação entre redes sociais e política e colaborador frequente da revista Piauí. Pedro desenvolve sua pesquisa de doutorado na FGV EAESP tratando exatamente desse assunto.

As músicas deste episódio são “Robots and Aliens” de Joel Cummins e “Digifunk” do DivKid.

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Agradecemos aos novos apoiadores do Fora da Política Não há Salvação: Isaías Antônio Novaes Gonçalves, Rodrigo Menck e Sérgio Inácio.

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Desigualdade racial em tempos de recessão democrática | com Márcia Lima | 135

Um país já muito desigual, como o Brasil, tem uma de suas desigualdades mais perversas aprofundada durante o período da pandemia e o governo de Jair Bolsonaro: a racial.

Isso não é obra do acaso ou do azar, mas decorre das escolhas políticas feitas por esse governo. O ataque a políticas e instituições voltadas a ações afirmativas contribuem para a piora do cenário. O descaso com políticas sociais atinge com maior gravidade quem já é mais vulnerável: a população preta e pobre.

Um dos maiores símbolos desse ataque é a entrega da Fundação Palmares – cuja missão é valorizar a memória da luta do movimento negro no Brasil – a um inimigo e detrator desse mesmo movimento. Porém, não é só isso.

O incentivo governamental à violência policial tem se refletido na letalidade de ações truculentas das forças de segurança, já que elas têm agora o estímulo e o beneplácito do governo presidencial.

Ainda assim, há frutos a se colher do avanço representado pelas políticas de ação afirmativa, como as cotas raciais nas universidades públicas. Outra linha de ação, aliás, à qual o atual governo se opõe com virulência.

Para discutir esses temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe Márcia Lima, socióloga, professora do Departamento de Sociologia da USP e coordenadora do AFRO – Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial do CEBRAP.

Twitter de Márcia Lima: #MarciaLima1971

As músicas deste episódio são “Dub Gun”, do Track Tribe e “Mandeville”, de Kevin MacLeod.

Mandeville de Kevin MacLeod é licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/. Fonte: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100809. Artista: http://incompetech.com/

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Agradecemos aos novos apoiadores do Fora da Política Não há Salvação: Umberto Peluso, Vera Lúcia Alves Sant’Anna Martins e Sérgio Inácio.

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