Olavo morreu. E agora? Com Michele Prado | #113

A morte de Olavo de Carvalho deixou a extrema-direita brasileira, e o bolsonarismo em particular, sem seu principal formulador intelectual.

Qual o significado da perda desse quadro para esses setores políticos?

Para entender esse problema, inclusive compreendendo as influências da extrema-direita mundo afora, o #ForadaPolíticaNãoháSalvação conversou com Michele Prado, autora do livro “Tempestade Ideológica. Bolsonarismo: a Alt-Right e o Populismo Iliberal no Brasil”.

Nesse trabalho, a autora estuda as origens do pensamento de Olavo de Carvalho e suas influências no bolsonarismo, bem como as relações entre ambos e a extrema-direita internacional – temas de que tratou também em nossa conversa.

O livro pode ser adquirido no seguinte site: https://tempestadeideologica.lojavirtualnuvem.com.br/ ou contatando diretamente a autora por meio do Twitter: @MichelePradoBa

Leia o blog do #FPNS no Site da CartaCapital.

Apoie o #ForadaPolíticaNãoháSalvação e ajude o canal a se manter e melhorar!

Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes digitais relacionados ao tema do canal: a política. 

Clique aqui e seja membro do canal por meio do Clube dos Canais do YouTube.

Segue a lista dos novos membros, apoiadores do .

  • Amelia Abdal
  • Andrei Moreira
  • Ary Fortes
  • Giovanna M. R. Lima
  • Margareth Oliveira
  • Fernanda Loschiavo Noni
  • Mateus Rocha
  • Caio Batista da Silva
  • Andre Torres
  • Paula Chiarello

#OlavodeCarvalho #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #AltRight

Fascismo e nazismo no Brasil, com Michel Gherman | #104

Nas últimas semanas vêm crescendo as manifestações de caráter nazista no Brasil.

Em Porto Alegre, um estudante de doutorado em filosofia da UFRGS atacou de forma racista um colega negro e outro judeu; manifestantes antivacina levaram à Câmara Municipal um cartaz com a suástica estampada, além de insultarem vereadoras negras.

Antes disso, a reforma do piso do Parque da Redenção, em Porto Alegre, revelou desenhos que parecem ser suásticas, inclusive nas cores do nazismo – preto e vermelho.

Em Pelotas, uma estudante de história da UFPEL celebrou seu aniversário com um bolo em que era estampada uma imagem de Adolf Hitler.

A revista IstoÉ ilustrou sua capa retratando Jair Bolsonaro como Adolf Hitler, o que gerou a ira de bolsonaristas. A Advocacia Geral da União exigiu retratação da revista, sugerindo até uma nova capa; o ministro da Justiça decidiu instaurar um inquérito contra a revista.

Finalmente, uma farta coleção de itens nazistas foi encontrada na residência de um homem acusado de pedofilia.

A recorrência desses episódios causa espanto. Há uma onda nazifascista no Brasil? Qual a responsabilidade de Jair Bolsonaro e seus seguidores nisso?

Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Michel Gherman, historiador e professor do Departamento de Sociologia da UFRJ.

Michel é também coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos da UFRJ, pesquisador do Centro de Estudos de Israel e Sionismo da Universidade Ben Gurion, e pesquisador do Instituto Brasil-Israel.

As músicas deste episódio são “Birch Run – Primal Drive” de Kevin MacLeod e “Zombie Rock” do Audionautix.

Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital.

#Nazifascismo #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica

Bolsonarismo: populismo ou fascismo? Com Fabio Gentile | #99

Que Jair Bolsonaro é autoritário não há dúvidas, não só pelos seus elogios à ditadura militar e a torturadores, mas pelos seus atos na Presidência da República.

Ataca outros poderes, afronta governadores e prefeitos, mobiliza suas hordas para que clamem por ruptura institucional e destituição de seus adversários – ou, para ele, inimigos.

Diz que as Forças Armadas são “suas”, assim como dá à Constituição a interpretação que lhe convém, questionando o papel do STF como corte constitucional, à qual cabe a interpretação última das normas.

Absolutista e avesso a limites, Bolsonaro só considera como povo aqueles que o apoiam e seguem, aqueles que ele mobiliza em atos golpistas e antidemocráticos.

No discurso bolsonarista, quem lhe é crítico ou insubmisso é contrário ao “povo” e ao país. Seria ele apenas mais um populista autoritário, ou – tendo em vista seu culto à violência, seu irracionalismo e seu culto à morte – seria ele um fascista?

Para discutir esta questão este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Fabio Gentile, historiador e politólogo, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFCE) e pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED).

Fabio Gentile é um estudioso do pensamento político autoritário, do fascismo e da política brasileira. Ele também tem um canal no YouTube, que leva seu nome, que discute questões de teoria política.

As músicas deste episódio são “Measured Success” de Mikos da Gawd e “Mamas” de Josh Lippi & The Overtimers.

Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital.

#GovernoBolsonaro

Caminhamos rumo ao impasse? Com Argelina Figueiredo – #98

O presidente Jair Bolsonaro transformou o 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, num 7 de setembro fascista.

Convocou seus apoiadores para se mobilizarem nessa data contra o Supremo Tribunal Federal, questionando sua atuação como tribunal de última instância, corte constitucional e instrutora de investigações que lhe atingem.

Uma grande e custosa máquina política financiou a ida de caravanas de bolsonaristas de diversos pontos do Brasil para que se reunissem sobretudo em Brasília e São Paulo, onde Bolsonaro discursou.

Nesses discursos, ameaçou o STF de alguma ação drástica, caso nada fosse feito para enquadrar o ministro Alexandre de Moraes, obrigando-o a atuar de forma aceitável para ele, Bolsonaro.

Em São Paulo avisou que não cumpriria decisões judiciais de Alexandre de Moraes, que deveria se enquadrar ou pedir demissão. Seus apoiadores foram ao delírio com seus discursos. A reação das lideranças institucionais não tardaram.

Num duro discurso, o presidente do STF, Luiz Fux, alertou que o descumprimento de decisões judiciais pelo presidente implicaria em crime de responsabilidade a ser julgado pelo Congresso – ou seja, poderia levar ao impeachment.

O presidente do Senado cancelou as sessões da Casa na semana do 7 de setembro, alegando não haver ambiente para que ocorressem. O presidente da Câmara contemporizou, num discurso anódino que poderia se dirigir a qualquer um.

Contudo, Bolsonaro não tardou a acusar o golpe. No final da tarde de quinta-feira, dia 9, divulgou uma carta de retratação, em que tecia elogios a Alexandre de Moraes e dizia ter-se exaltado num momento de empolgação.

Como Bolsonaro nunca se modera, apenas recua momentaneamente para, depois, atacar com ainda mais radicalidade, esse recuo parece muito pouco crível. Caminhamos rumo a um impasse?

Para discutir esse tema, foi convidada para este episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação a cientista política Argelina Cheibub Figueiredo, docente do IESP-UERJ e professora aposentada da Unicamp.

Argelina é autora de um livro que analisa como seguidas escolhas de atores políticos cruciais levaram ao impasse que produziu o Golpe de 1964.

O esquema analítico utilizado para entender aquele momento pode ser útil para compreender a situação atual. Foi essa a conversa que tivemos.

As músicas deste episódio são “Blue Scorpion – Electronic Hard”, de Kevin MacLeod, e “A Trip around the Moon”, do Unicorn Heads.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

#GolpeMilitar #DitaduraMilitar

Os braços e abraços da extrema-direita, com Aline Burni & Vinícius Bivar – #91

Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo, a deputada Bia Kicis e o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, dentre outros bolsonaristas, receberam calorosamente uma deputada da extrema-direita alemã, Beatrix Von Storch.

Essa parlamentar é vice-líder do partido de ultradireita “Alternativa para a Alemanha” (AfD), que além de posicionamento xenófobo contra imigrantes, refugiados e, especialmente, muçulmanos, minimiza o Holocausto judeu e o acerto de contas com o passado nazista.

A recepção à deputada extremista acendeu o debate sobre os laços do bolsonarismo com o nazismo e com o fascismo, dentro e fora do país.

O que exatamente é a AfD? De que forma ela se relaciona com o bolsonarismo, no Brasil, e com a extrema-direita européia? Qual o peso do neonazismo na Alemanha atual?

Para discutir esses temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu dois pesquisadores radicados na Alemanha que estudam o assunto: a cientista política Aline Burni, doutora pela UFMG e pesquisadora do Instituto Alemão de Desenvolvimento (DIE); e o historiador Vinícius Bivar, doutorando em História Contemporânea pela Universidade Livre de Berlim (FU-Berlim ) como bolsista do DAD. 

As músicas deste episódio são:

Big Rock – Take the Lead, de Kevin MacLeod (licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)

March On, de Ethan Meixsell.

Conheça o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital!

#RadicalismoPolítico

Bolsonaro: retrocesso e degradação, com Leonardo Avritzer, Marjorie Marona e Fábio Kerche – #85

O que o governo de Jair Bolsonaro representa para o Brasil?

Retrocesso democrático e degradação política, apontam os muitos autores dos 35 capítulos que compõem o livro organizado por Leonardo Avritzer, Marjorie Marona e Fábio Kerche.

Os trabalhos analisam a natureza do Bolsonarismo, as relações do presidente com os três poderes e os governos subnacionais, o funcionamento das instituições do sistema de justiça, as políticas públicas, a cultura política, os valores, a representação politica e a participação, além da imprensa e da opinião pública em tempos bolsonarescos.

Neste episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, os três organizadores discutem os diversos aspectos tratados na obra, com especial ênfase a alguns dentre eles, como os ataques de Bolsonaro à democracia e suas instituições, o solapamento da administração pública e a destruição de políticas longamente construídas.

#políticabrasileira #conjunturapolítica