Por que a democracia brasileira não morreu? | com Marcus André Melo & Carlos Pereira | 233

Desde o final dos anos 1990, diversas democracias mundo afora entraram em processo de declínio, ou ao menos de captura por lideranças, movimentos ou partidos populistas, autoritários e iliberais.

O primeiro caso foi o da Venezuela, que sucumbiu ao chavismo e viu erodir pouco a pouco sua até então longeva democracia (estabelecida pelo Pacto de Punto Fijo no final dos anos 1950). Tratava-se de um regime democrático repleto de problemas e oligarquizada, mas ainda assim, democrático. Deixou de sê-lo com a ascensão de Chávez ao poder.

O autoritarismo populista ganhou terreno também em alguns países europeus como Turquia, Hungria e Polônia, seja pondo termo a jovens democracias estabelecidas em países com longa tradição autoritária, seja ao menos piorando significativamente a qualidade desses regimes.

A onda populista autoritária chegou aos Estados Unidos com Donald Trump (que agora ameaça retornar ao poder), aprofundando uma tendência já verificada em estudos acadêmicos sobre a democracia: a tentativa de compreender a erosão ou recessão democrática (democratic backsliding).

Inevitavelmente, com a chegada de um extremista de direita à Presidência da República no Brasil, Jair Bolsonaro, essas preocupações também cresceram por aqui. E isso não foi apenas no meio acadêmico: também a sociedade civil e diversos atores do sistema político manifestaram sérias preocupações com o avanço autoritário representado pelo bolsonarismo e com as ameaças dele à ordem democrática brasileira.

O quanto essas ameaças eram críveis? A democracia no Brasil realmente correu riscos de quebra? Como ela resistiu aos ataques?

Para discutir tais temas este #ForadaPoliticaNãoháSalvação recebe os cientistas políticos Marcus André Melo e Carlos Pereira. Eles são os autores do recém-lançado livro “Por que a democracia brasileira não morreu?”, publicado pela Companhia das Letras. Sua obra desafia o senso comum acerca do problema e confronta muitas das interpretações mais estabelecidas.

Marcus Melo é professor titular de ciência política da Universidade Federal de Pernambuco e colunista da Folha de S. Paulo.

Carlos Pereira é professor titular da FGV EBAPE (Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas) e colunista de O Estado de S. Paulo.

As músicas deste episódio são “Batuque Bom” e “Eletrosamba”, ambas de Quincas Moreira.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manter e a melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes relacionados ao tema do canal: a política.

Agradecemos aos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, Virginia Helena Campos Vasconcelos, Adorei Mota, Antonio Silva, Camilo Rodrigues Neto, Beth de Brasília, Graziella Mesquita, Sérgio Inácio, David Ribeiro dos Reis, Juliana Cezar Bastos, Pedro Raúl de Paula Góes, Claudia Maria Dadico, Ângelo Roberto Meia Meneghelo, Gustavo Sousa Franco, Antonio Silva, Antonio Maués, Cláudio Garcia, bem como a todos e todas que têm apoiado por meio do botãozinho do “Valeu Demais”. 💛🧡💛🧡💛🧡

Há quatro formas possíveis de apoio.

1. Valeu Demais: Fazendo uma doação pelo botão botão do coraçãozinho ❤️ do “Valeu” no YouTube. Você determina o valor.

2. Clube dos Canais: Tornando-se membro do canal 🥇no Clube dos Canais do YouTube: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

3. Benfeitoria: Fazendo uma assinatura simbólica 🗞️ do no Benfeitoria.com: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

4. PIX: Por meio de PIX 💰. Chave PIX: ✉️ contato@foradapoliticanaohasalvacao.info

#PartidosPolíticos

#Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #CiênciaPolítica

Europa: extrema-direita assusta | com Vinícius Bivar | 231

Diante da derrota de seu partido e do ganho significativo de cadeiras do Rassemblement National de Marine Le Pen e Jordan Bardella, o presidente Emmanuel Macron dissolveu o parlamento e convocou eleições antecipadas, numa jogada de alto risco.

No país ao lado, a Alternativa para a Alemanha (AfD) ganhou em todos os distritos da parte do país correspondente à antiga Alemanha Oriental e impôs uma acachapante derrota ao Partido Social Democrata (SPD) do chanceler Olaf Scholz.

Também na Italia a ultradireita se saiu bem, com o crescimento dos Fratelli di Italia da primeira-ministra Giorgia Meloni, que se sobrepôs inclusive a outros partidos da ultradireita ou populistas.

Contudo, apesar do avanço nesses três grandes países (as três maiores economias da União Europeia), a vitória não ocorreu em todos os lugares.

Nos países nórdicos, na Peninsula Ibérica e mesmo na Hungria de Viktor Orbán, os resultados foram frustrantes para a extrema-direita, apesar de avanços recentes desse campo político em eleições nacionais.

O que explica o crescimento da extrema-direita europeia? Que implicações isso traz para a democracia no continente?

Para lidar com tais questões este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o historiador Vinícius Bivardoutorando na Universidade Livre de Berlim, membro do Observatório da Extrema Direita (OED) e estudioso do assunto.

As músicas deste episódio são “March On” de Ethan Meixsell e “Chtulthu” de Quincas Moreira.

A imagem da capa é a obra “O Grito” de Edvard Munch.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manter e a melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes relacionados ao tema do canal: a política.

Agradecemos aos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, Virginia Helena Campos Vasconcelos, Adorei Mota, Antonio Silva, Camilo Rodrigues Neto, Beth de Brasília, Graziella Mesquita, Sérgio Inácio, David Ribeiro dos Reis, Juliana Cezar Bastos, Pedro Raúl de Paula Góes, Claudia Maria Dadico, Ângelo Roberto Meia Meneghelo, Gustavo Sousa Franco, Antonio Silva, Antonio Maués, Cláudio Garcia, bem como a todos e todas que têm apoiado por meio do botãozinho do “Valeu Demais”. 💛🧡💛🧡💛🧡

Há quatro formas possíveis de apoio.

1. Valeu Demais: Fazendo uma doação pelo botão botão do coraçãozinho ❤️ do “Valeu” no YouTube. Você determina o valor.

2. Clube dos Canais: Tornando-se membro do canal 🥇no Clube dos Canais do YouTube: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ 

3. Benfeitoria: Fazendo uma assinatura simbólica 🗞️ do no Benfeitoria.com: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ 

4. PIX: Por meio de PIX 💰. Chave PIX: ✉️ contato@foradapoliticanaohasalvacao.info

#PolíticaEuropeia #Eleições #EleiçõesEuropeias #PartidosPolíticos #UniãoEuropeia

#Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #CiênciaPolítica

Polarização, status, ressentimento | com David Samuels & Fernando Barros de Mello | 218

Num processo deflagrado nas eleições presidenciais de 1989, o Partido dos Trabalhadores se converteu no principal balizador das disputas eleitorais nacionais brasileiras. Parcelas significativas do eleitorado passaram a se definir como petistas ou antipetistas ao longo dos anos.

Isso se aprofundou durante os dois governos do PSDB, quando Fernando Henrique Cardoso governou o país sofrendo forte oposição do PT, e mais ainda a partir de 2003, quando Lula tomou posse na presidência e passou a implementar políticas públicas que alteraram significativamente as hierarquias sociais no Brasil.

A partir desse momento, políticas redistributivas e de ação afirmativa permitiram aos eleitores identificar no petismo algo a ser apreciado ou rechaçado.

Com a emergência da extrema-direita bolsonarista essa polarização atingiu seu ápice, sobretudo por dar vazão ao ressentimento de camadas sociais que perceberam uma perda de seu status social com as mudanças produzidas na era petista. Bolsonaro foi o desaguadouro mais radical desse sentimento de declínio.

Para além de situações anedóticas, como o conhecido “efeito aeroporto”, pesquisas de opinião indicam que esse ressentimento, por um lado, e a apreciação pelo ganho de status, por outro, ajudaram a estruturar a bipolarização entre petismo e antipetismo.

É o que revela a investigação conduzida pelos cientistas políticos David SamuelsFernando Barros de Mello e César Zucco. Por isso, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe dois desses pesquisadores para discutir o tema com base em seus achados empíricos inéditos.

Os convidados deste episódio são David Samuels, professor da Universidade de Minnesota, e Fernando Barros de Mello, pesquisador de pós-doutorado na Universidade Carlos III, em Madri.

As músicas deste episódio são “Invisible Enemy”, de Jeremy Black, e “Val Holla”, do Geographer.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manter e a melhorar!

Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes relacionados ao tema do canal: a política.

Agradecemos aos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, Emanuel Foglietto, Júlio Gonçalves Rocha, David Leandro Cavalcante, Micaela Ferraz, Erica Cunha, Fátima Soares Franklin, José M. V. Freitas, Chrystian Ferreira, David Leandro Cavalcante, Micaela Ferraz, Erika Cunha, Beth de Brasília, Bruno Soares, Cláudia Fenerich, Rodolfo Nogueira da Cunha, Luís Henrique do Amaral Vinha, Bruno Tavares, bem como a todos e todas que têm apoiado por meio do botãozinho do “Valeu Demais”. 💛🧡💛🧡💛🧡

Há quatro formas possíveis de apoio.

1. Valeu Demais: Fazendo uma doação pelo botão botão do coraçãozinho ❤️ do “Valeu” no YouTube. Você determina o valor.

2. Clube dos Canais: Tornando-se membro do canal 🥇no Clube dos Canais do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join

3. Benfeitoria: Fazendo uma assinatura simbólica 🗞️ do no Benfeitoria.com: https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao

4. PIX: Por meio de PIX 💰. Chave PIX: ✉️ contato@foradapoliticanaohasalvacao.info

#Polarização #Status #PartidodosTrabalhadores

#Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #CiênciaPolítica

Biografia do Abismo | com Felipe Nunes & Thomas Traumann | 207

Em todas as democracias há polarização política. O discurso de “nós contra eles” é esperado nas disputas eleitorais e no embate entre governo e oposição. Contudo, qual o limite para isso sem que se estiole o próprio jogo democrático?

Durante os anos da polarização PT-PSDB no Brasil, os limites foram por muito tempo delimitados pela lógica da competição entre adversários, não inimigos. Isso começou a desandar na contestação de Aécio Neves ao resultado das urnas em 2014 e na batalha que culminou no impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Mas isso ainda era café pequeno perto do que viria a ser a polarização do petismo com o bolsonarismo – uma polarização assimétrica, diga-se. Afinal, enquanto o PT ocupa o lugar de uma esquerda democrática, o bolsonarismo lidera a extrema-direita no Brasil.

A partir daí, as posições políticas se calcificam e os adversários dão lugar a inimigos a serem extirpados. Eleições passam a ser atos identitários e o julgamento sobre políticas públicas é substituído pela disputa entre perspectivas existenciais.

O que nos conduziu a tal situação? Quais as consequências dela para a democracia brasileira? Há saída desse inferno ou nos lançaremos no abismo?

O #ForadaPolíticaNãoháSalvação discute tal tema com os autores de um novo livro que aborda o assunto: “Biografia do abismo: como a polarização divide famílias, desafia empresas e compromete o futuro do Brasil”, publicado pela Harper Collins.

Um é o cientista político Felipe Nunes, professor do Departamento de Ciência Política da UFMG e diretor do instituto de pesquisas de opinião Quaest.

O outro é Thomas Traumann, jornalista politico, colunista da Veja e pesquisador da Escola de Comunicação, Mídia e Informação da FGV.

As músicas deste episódio são “Dead Wrong” de Jeremy Blake e “Cliff Side”, do Silent Partner.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manter e a melhorar!

Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes relacionados ao tema do canal: a política.

Agradecemos aos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, a Pedro Raul de Paula Góes, Maria do Carmo Galiazzi, Gustavo Sousa Franco, , bem como a todos e todas que têm apoiado por meio do botãozinho do “Valeu Demais”. 💛🧡💛🧡💛🧡

Há quatro formas possíveis de apoio.

1. Valeu Demais: Fazendo uma doação pelo botão botão do coraçãozinho ❤️ do “Valeu” no YouTube. Você determina o valor.

2. Clube dos Canais: Tornando-se membro do canal 🥇no Clube dos Canais do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join

3. Benfeitoria: Fazendo uma assinatura simbólica 🗞️ do no Benfeitoria.com: https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao

4. PIX: Por meio de PIX 💰. Chave PIX: ✉️ contato@foradapoliticanaohasalvacao.info

#Polarização #Intolerância #Radicalização #PartidosPolíticos #OpiniãoPública

#Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #CiênciaPolítica

O Enem, a educação, a ideologia | com Fernando Abrucio | 202

Como quase tudo no Brasil dos últimos anos, também o Enem se tornou alvo de uma acerba disputa ideológica entre a extrema-direita e aqueles que ela vê como seus inimigos.

Três questões da prova de humanidades, referentes a questões ambientais e econômicas, produziram a ira da bancada ruralista no Congresso Nacional.

Lideranças congressuais ruralistas vociferaram contra o exame, alegando que as ditas questões difamariam o agro e não se fundamentariam acadêmica ou cientificamente.

Após anos de apoio dos ruralistas ao bolsonarismo e à sua agenda negacionista da ciência e inimiga da educação e da academia, tais alegações cheiram a cinismo.

Mas será que os problemas da prova do Enem, ou mesmo da educação no Brasil, estariam numa suposta ideologização? Ou será que haveria questões mais sérias a serem consideradas? Vem da ideologização o nosso déficit educacional?

Para discutir tais temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV EAESP, pesquisador do CEAPG e estudioso da questão educacional há vários anos. Abrucio é também conselheiro da organização da sociedade civil, Todos Pela Educação.

As músicas deste episódio são “Veracruz”, de Quincas Moreira, e “Savior” do Telecasted.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manter e a melhorar!

Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes relacionados ao tema do canal: a política.

Agradecemos aos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, bem como a todos e todas que têm apoiado por meio do botãozinho do “Valeu Demais”. 💛🧡💛🧡💛🧡

Há quatro formas possíveis de apoio.

1. Valeu Demais: Fazendo uma doação pelo botão botão do coraçãozinho ❤️ do “Valeu” no YouTube. Você determina o valor.

2. Clube dos Canais: Tornando-se membro do canal 🥇no Clube dos Canais do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join

3. Benfeitoria: Fazendo uma assinatura simbólica 🗞️ do no Benfeitoria.com: https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao

4. PIX: Por meio de PIX 💰. Chave PIX: ✉️ contato@foradapoliticanaohasalvacao.info

#Educação #EnsinoMédio #Ideologia #PolíticasPúblicas #Agronegócio #BancadaRuralista

#Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #CiênciaPolítica

Populismo Reacionário | com Christian Lynch & Paulo Henrique Cassimiro | 144

Vivemos uma era marcada pela ascensão, mundo afora, de lideranças  populistas e movimentos reacionários. Por vezes essas duas coisas aparecem combinadas. 

Um dos exemplares mais vistosos dessa combinação é o bolsonarismo, um  movimento ao mesmo tempo populista, reacionário e autoritário. 

Mas o que caracteriza tanto o reacionarismo como o populismo? De que  forma e por que eles se combinam? Como Bolsonaro logrou liderar esse  movimento no Brasil e se tornar presidente? 

Para discutir esses temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe os  cientistas políticos Christian Lynch e Paulo Henrique Cassimiro, do IESP UERJ. 

Ambos acabaram de lançar o livro “O Populismo Reacionário: Ascensão e  Legado do Bolsonarismo”, pela editora Contracorrente, no qual tratam  exatamente desses assuntos.  

As músicas deste episódio são “Sonic Pogo” e “Deep State”, ambas do Vans  in Japan .   

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.  

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.  

Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manterem e a melhorar! 

Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios  (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes relacionados ao tema  do canal: a política.  

Agradecemos aos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, Claudia Yukari Asazu, Gilvano Silva, João Paulo e todas e todos que apoiaram por meio do #ValeuDemais! 💛💛💛💛 

Há quatro formas possíveis de apoio.      

  1. Valeu Demais: Fazendo uma doação pelo botão “Valeu” do vídeo no YouTube. Você determina o valor.     
  2. Clube dos Canais: Tornando-se membro do canal no Clube dos Canais do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join     
  3. Benfeitoria: Tornando-se assinante simbólico do no Benfeitoria. com: https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao     
  4. PIX: Por meio de PIX. Chave PIX: contato@foradapoliticanaohasalvacao.info   

#Eleições #AnálisePolítica #Eleições2022 #EleiçãoPresidencial #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

Ideologia: uma pra viver | com Juliana Fratini | 142

Em meados dos anos 1980, Cazuza eternizou um verso de sua canção, “Ideologia”. Era ele: “Ideologia: quero uma pra viver”.

De fato, ideias a respeito do mundo, em particular acerca da política, dão sentido à vida. Que rumo seguimos como cidadãos e cidadãs? Que rumos seguem aqueles que escolhemos para governar ou que, por vezes, nos são impostos?

Esse é o tema deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação e também do livro organizado por Juliana Fratini, cientista política, doutoranda na PUC SP e estudiosa da relação entre gênero e política – particularmente a atuação das mulheres, o que é objeto de outra obra que organizou: “As Princesas de Maquiavel”.

No volume “Ideologia: uma para viver – as teorias que orientam o pensamento político atual”, ela reúne trabalhos de diversos pesquisadores sobre variados temas atinentes à questão ideológica: 

tecnologia, desinformação, latino-americanismo, democracia, partidos políticos, social-democracia, populismo, direita e esquerda, marxismo, socialismo, comunismo, neoliberalismo, corrupção.

Twitter de Juliana Fratini: @JFratini

As músicas deste episódio são “The Goon’s Loose” e “March of the Hares”, ambas de Nathan Moore.

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Apoie o  e ajude o canal e o podcast a se manterem e a melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes digitais relacionados ao tema do canal: a política.

Agradecemos aos novos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, Rodrigo Menck, Botafogo A. F., Ary Fortes, Cesar Dantas e Padre Adriano Ferreira Rodrigues, assim como todas e todos que apoiaram por meio do #ValeuDemais! 💛💛💛💛

Há quatro formas possíveis de apoio.

  1. Valeu Demais: Fazendo uma doação pelo botão “Valeu” do vídeo no YouTube. Você determina o valor.
  2. Clube dos Canais: Tornando-se membro do canal no Clube dos Canais do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join
  3. Benfeitoria: Tornando-se assinante simbólico do no Benfeitoria. com: https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao
  4. PIX: Por meio de PIX. Chave PIX: contato@foradapoliticanaohasalvacao.info

#Ideologia #AnálisePolítica #TeoriaPolítica #Marxismo #DireitaEsquerda 

O Estado de Espírito do Eleitorado | 130 | Com Nara Pavão & Silvana Krause

As eleições de 2022 apresentam dois cenários distintos nos planos nacional e estadual. Nacionalmente se consolida a bipolarização entre Lula e Bolsonaro, com pouquíssimo espaço para outros concorrentes, mas nos estados a disputa ainda está em aberto.

O que explica tal quadro? O que poderia mudá-lo?

O sistema partidário brasileiro tem passado por significativas transformações, ainda que a hiperfragmentação permaneça. Se, por um lado, o PT segue como um polo organizador da disputa nacional – devido ao petismo e ao antipetismo –, nenhum outro partido consegue desempenhar papel similar.

O PSDB, que por duas décadas polarizou com o PT nas disputas presidenciais, com desdobramentos em alguns estados, desmilinguiu. Seu candidato presidencial, João Dória, não sobreviveu à impopularidade e ao boicote dentro de seu próprio partido, que segue conflagrado.

O bolsonarismo, porém, que logrou (com sucesso eleitoral) substituir o PSDB na polarização com o PT em 2018, não tem ancoragem partidária, fiando-se numa lógica de movimento ativado por uma liderança carismática e pelo controle da máquina governamental.

Entretanto, se o antipetismo foi fator importante de arregimentação política à direita do espectro ideológico, nestas eleições presidenciais (e mesmo em algumas estaduais) o antibolsonarismo cumpre papel análogo, da centro-direita à esquerda.

Isso pode mudar? A bipolarização assimétrica entre uma extrema-direita autoritária e uma centro-esquerda democrática pode dar espaço ao surgimento de uma opção de centro-direita, ou mesmo de direita moderada? Que papel as fake-news podem ter na disputa?

Para discutir esses temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu duas cientistas políticas. São elas:

Músicas deste episódio: “Gravel Road” (The 126ers), “Evertything Is Gonna Be Fine” (Jeremy Blake) e “The Life” (Delírio).

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Agradecemos ao novo apoiador do Fora da Política Não há Salvação: Alysson Portella.

Apoie o  e ajude o canal e o podcast a se manterem e a melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes digitais  relacionados ao tema do canal: a política.

Há três formas possíveis de apoio.

#Eleições #PartidosPolíticos

A Polarização Afetiva | Com Marcus André Melo | 128

As democracias experimentam um processo de polarização política cada vez mais radical. Já não se trata só da contraposição entre preferências políticas ou afiliações partidárias, mas do antagonismo de afetos.

Assim, a avaliação de governos e lideranças e o debate público ficam menos submetidos a considerações racionais e mais a sentimentos – por definição, irracionais.

Pesquisas na ciência política e noutras ciências sociais buscam compreender o fenômeno que ocorre no Brasil e noutras democracias, especialmente onde cresce o populismo.

Esse assunto tem sido objeto da atenção do convidado deste episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação. É ele o cientista político Marcus André Melo, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco e ex-professor visitante no MIT e na universidade de Yale.

Marcus Melo é também colunista da Folha de S. Paulo, publicando semanalmente textos de análise política fortemente ancorados no estado da arte da produção científica. Em diversas de suas últimas colunas ele tem abordado com especial atenção a questão da polarização afetiva.

Twitter de Marcus André Melo: @MAMELO

O episódio está repleto de indicações de leitura para quem desejar se aprofundar no assunto, dentre elas trabalhos de:

As músicas deste episódio são “Bicycle – Reunited”, de Kevin MacLeod, e “We Could Reach”, do Freedom Trail.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Agradecemos aos novos apoiadores do Fora da Política Não há Salvação:

Mayara Leal Miranda e Webs Pe.

Apoie o  e ajude o canal e o podcast a se manterem e a melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes digitais  relacionados ao tema do canal: a política.

Há três formas possíveis de apoio.

#Polarização #AnálisePolítica  #GovernoBolsonaro #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica