Inteligência Artificial e a Democracia | com Fernando Filgueiras & Rafael Sampaio | 237

A inteligência artificial se tornou um dos temas – senão o tema – mais discutidos da atualidade.

Tornou-se objeto de debate o seu emprego na pesquisa científica, na produção artística, na publicidade, na segurança e, claro, na política.

Um dos aspectos mais debatidos da interação entre a IA e a política é o uso dessa ferramenta nas campanhas eleitorais, muitas vezes de forma desleal, fabricando imagens e sons que possam ser usados para iludir os eleitores e prejudicar os adversários.

Mas esse não é o único elemento relevante do uso da IA na política. A formulação de políticas públicas, a vigilância do Estado sobre os cidadãos, as relações de poder entre as Big Techs, as pessoas comuns e os governos, tudo isso constitui problemas de natureza política.

Como regular essa nova tecnologia, cada vez mais avançada e capaz de produzir efeitos ainda desconhecidos em seu alcance e consequências? Como evitar que a inteligência artificial seja usada para distorcer a competição política e afetar resultados eleitorais? Como regular essa ferramenta sem, com isso, prejudicar seu potencial positivo e cercear a liberdade?

Para discutir tais temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe dois cientistas políticos cujas pesquisas têm-se voltado ao assunto.

Um é Fernando Filgueiras, professor da Universidade Federal de Goiás (UFGO) e pesquisador do INCT Qualigov. Ele é coautor, ao lado de Ricardo Fabrino Mendonça e Virgílio Almeida, do livro “Algorithmic Institutionalism: the changing rules of social + political life”, publicado pela Oxford University Press.

O outro é Rafael Sampaio, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT Democracia Digital.

As músicas deste episódio são “Deep State” do Vans in Japan, e “Desert Drive” de Everet Almond.

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#Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #CiênciaPolítica

Elon Musk X Democracia | com Sérgio Amadeu | 222

Os ataques promovidos contra o Supremo Tribual Federal – e particularmente dirigidos ao ministro Alexandre de Moraes – pelo dono do ex-Twitter, atual “X”, Elon Musk, agitaram a cena política brasileira.

O ex-presidente, Jair Bolsonaro, rapidamente produziu um vídeo em que tece elogios a Musk como um “mito da liberdade”.

A base bolsonarista se excitou e, além de fazer muito barulho nas redes sociais, deflagrou iniciativas para tentar transformar o factoide em motivo para iniciativas de pressão sobre a Corte Suprema no Congresso.

Ato contínuo, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, dominada pela extrema-direita, aprovou uma moção de “aplauso e louvor” ao bilionário.

Noutros países também houve manifestações que aproveitaram o embalo para engrossar o coro de apoio aos extremistas brasileiros. O neofranquista Vox, partido da ultradireita espanhola, recebeu em Bruxelas uma comitiva de deputados bolsonaristas que foram até o Parlamento Europeu denunciar uma imaginária “ditadura” implantada pelo STF no Brasil.

O que está por trás dessa mobilização toda, capitaneada pelo magnata sul-africano? De que forma a extrema-direita se articula no mundo da alta tecnologia?

Para entender tal cenário, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), profundo conhecedor da relação entre as tecnologias da informação e a política.

Amadeu presidiu o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e há anos acompanha os processos políticos que se desenrolam nesse âmbito.

As músicas deste episódio são “O Boy”, de Jeremy Black, e “Next Steps”, do half.cool.

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Redes Sociais, Política, Eleições | com Pedro Bruzzi | 136

Que avaliação se pode fazer do papel das redes sociais na política nos últimos anos, não só no Brasil, mas noutros países? Em particular nas eleições, que impacto as redes podem ter em 2022? Vimos que foram importantes em 2018, com grande vantagem para Jair Bolsonaro e seus aliados; esse cenário pode se repetir neste ano?

Para além das eleições, as redes têm importância na definição da agenda pública. Elas influenciam de forma relevante o debate político mais geral, inclusive pautando a imprensa tradicional, que frequentemente vai atrás de algo que surgiu primeiro nas redes. As redes são notícia e influenciam até mesmo a forma de se fazer notícia.

Muitas análises sobre o papel das redes na política tomam pelo valor de face os números de seguidores, compartilhamentos e curtidas. Mas será que isso é suficiente para alterar o cenário político? É preciso prestar atenção também no conteúdo do que está sendo difundido para avaliar seu impacto.

Outro aspecto interessante da influência das redes na política é a atuação das celebridades, dos influenciadores digitais. Embora frequentemente seguidos por um público interessado noutros temas que não a política, acabam por influenciá-lo politicamente ao enveredar por esse assunto.

Para discutir essas questões, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe Pedro Bruzzi, sócio da Arquimedes, pesquisador da relação entre redes sociais e política e colaborador frequente da revista Piauí. Pedro desenvolve sua pesquisa de doutorado na FGV EAESP tratando exatamente desse assunto.

As músicas deste episódio são “Robots and Aliens” de Joel Cummins e “Digifunk” do DivKid.

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.

Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital.

Agradecemos aos novos apoiadores do Fora da Política Não há Salvação: Isaías Antônio Novaes Gonçalves, Rodrigo Menck e Sérgio Inácio.

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#Eleições #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira

Internet e Política de Cuba ao Brasil, com David Nemer – #89

A atuação por meio das redes sociais tem sido um facilitador da mobilização, da contestação e da produção de novos movimentos políticos.

Em Cuba, foi o instrumento que viabilizou uma onda de protestos contra o regime e o governo país afora, questionando a falta de alimentos, o autoritarismo e a falta de liberdade.

No Brasil, foi instrumentalizada pelo bolsonarismo para eleger seu líder à presidência, atacar adversários e instituições da democracia.

Em Cuba esse movimento de questionamento do governo surgiu de baixo para cima, estabelecendo uma comunicação ágil que propiciou a mobilização; no Brasil ele se deu por meio de um sofisticado esquema de disseminação de desinformação.

Para discutir esse tema, o convidado deste episódio é o antropólogo David Nemer, professor da Universidade da Virgínia e pesquisador da importância da tecnologia nas interações humanas.

As músicas deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação são “Sabana Havana”, de Jimmy Fontana, “Cuban Sandwich”, de Doug Maxwell e “Easy Lemon 30 Second”, de Kevin MacLeod.

#MobilizaçãoPolítica #Desinformação