A democracia desafiada | com Marco Aurélio Nogueira | 197

O regime democrático tem enfrentado desafios sérios por todo o planeta. A ojeriza aos políticos e à política, a percepção negativa acerca das instituições, a polarização radicalizada e o populismo têm minado a democracia de diversos países, corroendo-a por dentro.

Não se trata, portanto, apenas de desafios triviais, que a democracia ou qualquer regime enfrentariam em decorrência de seu funcionamento habitual. Trata-se, na realidade, de ameaças existenciais ao regime, que corre o risco de soçobrar.

O que explica a emergência desses desafios? As democracias contemporâneas sobreviverão? Se sim, de que modo?

Para discutir tais questões, este #ForadaPolíticaNãohaSalvação recebe o cientista político Marco Aurélio Nogueira, professor titular aposentado da Unesp e autor de diversas obras, dentre elas o récem-lançado livro “A democracia desafiada: recompor a política para um futuro incerto”, publicado pela Ateliê de Humanidades Editorial.

As músicas deste episódio são “It’s Only Worth It if You Work for It” do NEEFEX e “Summer Solstice on the June Planet”, do Bail Bonds.

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Extrema-Direita avança na Argentina | com Vicente Palermo | 190

Em 13 de agosto a Argentina realizou suas eleições Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (PASO). Embora ninguém se eleja nessa disputa, as chapas definem quem serão seus candidatos. Ademais, mede-se o pulso das preferências populares.

A grande surpresa foi o bom desempenho de Javier Milei, candidato de ultradireita pela frente “La Libertad Avanza” (30%). Ele superou a direita mais tradicional, representada pela chapa “Juntos por El Cámbio” (28,3%), que sagrou como candidata Patricia Bullrich. Em terceiro lugar ficaram os peronistas da “Unión por la Pátria” (27,3%), encabeçada pelo ministro da economia, Sergio Massa.

O mais votado apresenta propostas radicais, como extinguir diversos ministérios, abolir o Banco Central, dolarizar a economia e revogar o artigo da Constituição que consagra direitos fundamentais.

As bizarrices de Javier Milei, contudo, não param por aí. O candidato, que se autodefine como anarcocapitalista, defende a venda de órgãos, apresenta-se como instrutor de sexo tântrico e diz conversar com seu cachorro morto.

O que explica que uma maioria relativa de eleitores tenha optado por alguém assim? Que aflições vive o eleitorado argentino?

Para entender tal cenário e avaliar as possíveis consequências da eleição de Milei, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o cientista político argentino Vicente Palermo, pesquisador aposentado do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) e um dos mais reputados analistas da política argentina.

As músicas deste episódio são “Slow Tango” de Andrew Huang e “Intimate Tango” e “Argentina Tango Bandonian”, ambas de Doug Maxwell.

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#Eleições

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O Caminho da Autocracia | com Conrado Hübner Mendes, Marina Slhessarenko e Mariana Amaral | 179

As democracias mundo afora têm experimentado, desde o final do século passado, um processo de retrocesso, ou de recessão democrática, nos termos de Larry Diamond.

Assim, menos países são democráticos hoje do que há vinte anos e muitas democracias são menos democráticas do que eram antes.

De que forma esses processos se dão nas diversas experiências nacionais? De que maneira o governo de Jair Bolsonaro se inscreve nessa linhagem?

Para discutir tais temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe pesquisadores do LAUT (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo), autores de um novo livro sobre o assunto.

A obra e “O Caminho da Autocracia: estratégias atuais de erosão democrática”, publicada pela Tinta-da-China Brasil.

Contamos com a participação de três dos cinco autores do livro:

Conrado Hübner Mendes, professora da Faculdade Direito da USP, coordenador do LAUT e colunista da Folha;

Marina Shlessarenko Barreto, doutoranda em ciência política na USP; e Mariana Celano de Souza Amaral, mestranda em sociologia, também na USP.

As músicas deste episódio são “Late Night Drive” de Nat Keefe & BeatMower, e “Stoner Things” de Patiño.

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#RegimesPolíticos #Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #CiênciaPolítica

A extrema direita pós-Bolsonaro | com o Observatório da Extrema Direita | 165

Findo seu governo, Bolsonaro deixa como um de seus legados mais tenebrosos um país mais radicalizado, com uma extrema direita expandida em relação ao momento de sua eleição.

Qual será o futuro dessa extrema direita com seu principal líder e símbolo fora do governo? Ainda mais, o que será dela caso Bolsonaro seja posto para fora do jogo, preso ou inelegível?

Para discutir tal tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe três pesquisadores do Observatório da Extrema Direita, o principal grupo de pesquisa a reunir estudiosos do assunto no Brasil.

Representando o OED, participam do episódio Fabio Gentile, professor de ciência política na UFC; Alexandre de Almeida, antropólogo e pós-doutorando em história na UFJF; e Vinícius Bivar, doutorando em história na Freie Universität Berlin.

Os Twitters dos convidados são:

Fabio Gentile: @fabiogentile70

Alexandre de Almeida: @alexan_almeida

Vinícius Bivar: @ViniciusBivar

As músicas deste episódio são “Whats It to Ya Punk” do Audionautix e “Go Go Gadget Rockstar” do The Whole Other.

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#Política #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica #PolíticaBrasileira #CiênciaPolítica

Lula Eleito. E agora? | com Bruno Reis | 152

Após uma disputa apertada e tensa, Luis Inácio Lula da Silva venceu a disputa presidencial, dando início ao término dos quatro anos de bolsonarismo no governo.

Contudo, os desafios do novo presidente e de seu governo não se encerraram. Lula terá de lidar com um Congresso de maioria conservadora e com um legado desastroso de desorganização administrativa, aparelhamento das forças de segurança, deterioração do ambiente político e contestação ao resultado das urnas.

Que cenário é esse que advirá após a vitória eleitoral?

Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe Bruno Pinheiro Wanderley Reis, cientista político, professor do Departamento de Ciência Política e diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) da UFMG.

Twitter de Bruno Reis: @brunopwr

As músicas deste episódio são “Zula” e “A Kind of Party” dos Mini Vandals.

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.

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#EleiçãoPresidencial #AnálisePolítica #ConjunturaPolítica  #PolíticaBrasileira #Eleições #Eleições2022 #PartidodosTrabalhadores 

Populismo Reacionário | com Christian Lynch & Paulo Henrique Cassimiro | 144

Vivemos uma era marcada pela ascensão, mundo afora, de lideranças  populistas e movimentos reacionários. Por vezes essas duas coisas aparecem combinadas. 

Um dos exemplares mais vistosos dessa combinação é o bolsonarismo, um  movimento ao mesmo tempo populista, reacionário e autoritário. 

Mas o que caracteriza tanto o reacionarismo como o populismo? De que  forma e por que eles se combinam? Como Bolsonaro logrou liderar esse  movimento no Brasil e se tornar presidente? 

Para discutir esses temas este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe os  cientistas políticos Christian Lynch e Paulo Henrique Cassimiro, do IESP UERJ. 

Ambos acabaram de lançar o livro “O Populismo Reacionário: Ascensão e  Legado do Bolsonarismo”, pela editora Contracorrente, no qual tratam  exatamente desses assuntos.  

As músicas deste episódio são “Sonic Pogo” e “Deep State”, ambas do Vans  in Japan .   

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.  

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Ideologia: uma pra viver | com Juliana Fratini | 142

Em meados dos anos 1980, Cazuza eternizou um verso de sua canção, “Ideologia”. Era ele: “Ideologia: quero uma pra viver”.

De fato, ideias a respeito do mundo, em particular acerca da política, dão sentido à vida. Que rumo seguimos como cidadãos e cidadãs? Que rumos seguem aqueles que escolhemos para governar ou que, por vezes, nos são impostos?

Esse é o tema deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação e também do livro organizado por Juliana Fratini, cientista política, doutoranda na PUC SP e estudiosa da relação entre gênero e política – particularmente a atuação das mulheres, o que é objeto de outra obra que organizou: “As Princesas de Maquiavel”.

No volume “Ideologia: uma para viver – as teorias que orientam o pensamento político atual”, ela reúne trabalhos de diversos pesquisadores sobre variados temas atinentes à questão ideológica: 

tecnologia, desinformação, latino-americanismo, democracia, partidos políticos, social-democracia, populismo, direita e esquerda, marxismo, socialismo, comunismo, neoliberalismo, corrupção.

Twitter de Juliana Fratini: @JFratini

As músicas deste episódio são “The Goon’s Loose” e “March of the Hares”, ambas de Nathan Moore.

Além do YouTube, este episódio está disponível em vídeo também no Spotify Podcasts.

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#Ideologia #AnálisePolítica #TeoriaPolítica #Marxismo #DireitaEsquerda 

Bolsonarismo: linguagem da destruição | Com Miguel Lago | 124

O que explica a resiliência de Jair Bolsonaro, que apesar do desastre como governo e na provisão de políticas públicas, mantém uma considerável popularidade e assegura ao mandatário um patamar considerável de intenções de voto?

A oposição se vê atônita com a forma de agir do ex-capitão do Exército, marcada pelo uso da hiperconectividade das redes sociais e lançando mão de uma política mística, tanto para governar como para amealhar o apoio de uma base social fiel – em vários sentidos que a palavra “fiel” comporta.

Trata-se de um governo reacionário, voltado à “destruição como forma de constituição de uma utopia regressiva” – como enunciado na introdução ao livro. Destrói-se o Estado administrativo brasileiro, suas instituições e suas políticas. Mas há algo a ser construído? Se houver, do que se trata?

O bolsonarismo fala muito de liberdade. Porém, qual a noção de liberdade bolsonaresca? Seria a de fazer “o que der na telha”? Seria a liberdade do estado de natureza hobbesiano?

O bolsonarismo comporta uma dimensão religiosa que opõe a mística à racionalidade, tornando o fenômeno não só de difícil compreensão para seus críticos, como de difícil enfrentamento. 

Para tentar entender esse complexo fenômeno político, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Miguel Lago, cientista político, professor da School of Public Affairs (SIPA) da Columbia University, e diretor do IEPS (Instituto de Estudo de Políticas para a Saúde).

Lago é, ao lado de Heloísa Starling e Newton Bignotto, um dos autores do livro “Linguagem da destruição: a democracia brasileira em crise”, publicado pela Companhia das Letras.

As músicas deste episódio são “Sao Meo Orchestral Mix” de Doug Maxwell & Zac Zinger, e “Castlevania” do Density & Time.

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#InstituiçõesPolíticas #AnálisePolítica #Religião #Evangélicos #GovernoBolsonaro #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica

A extrema-direita e os trabalhadores, com Rosana Pinheiro Machado | #100

O que explica que estratos sociais que prosperaram durante governos de esquerda apoiem políticos de extrema-direita, com Jair Bolsonaro, Rodrigo Duterte ou Narendra Modi?

No Brasil, em especial, grande contingente de pessoas emergiu das assim chamadas classes D e E para a C, elevando seu padrão de consumo e de qualidade de vida, mas renegou o PT, apoiando Bolsonaro em 2018.

Muitos desses brasileiros, trabalhadores (muitos deles informais) emergentes durante os anos petistas, seguiram fiéis a Bolsonaro durante seu governo, apesar dos diversos problemas enfrentados. Fenômeno similar é notado noutros países do Sul Global, como Filipinas e Índia.

Aí, o populismo de ultradireita ganha força não só pelas razões negativas normalmente identificadas no Norte Global (ressentimento, nostalgia, raiva), mas também por uma identificação positiva com a agenda desses lideres.

Para tentar compreender esse fenômeno este #ForadaPolíticaNãoháSalvação #100 convidou Rosana Pinheiro Machado, antropóloga e professora de Desenvolvimento Internacional na Universidade de Bath, no Reino Unido.

Pinheiro Machado tem pesquisado temas associados às subjetividades populares, a pobreza e o mundo do trabalho informal, bem com seus desdobramentos no âmbito da política.

As músicas deste episódio são “Farmhands” do TrackTribe e “Chances” do Silent Partner.

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#Trabalho #Trabalhadores #TrabalhoInformal #Subjetividades #SulGlobal

Bolsonarismo: populismo ou fascismo? Com Fabio Gentile | #99

Que Jair Bolsonaro é autoritário não há dúvidas, não só pelos seus elogios à ditadura militar e a torturadores, mas pelos seus atos na Presidência da República.

Ataca outros poderes, afronta governadores e prefeitos, mobiliza suas hordas para que clamem por ruptura institucional e destituição de seus adversários – ou, para ele, inimigos.

Diz que as Forças Armadas são “suas”, assim como dá à Constituição a interpretação que lhe convém, questionando o papel do STF como corte constitucional, à qual cabe a interpretação última das normas.

Absolutista e avesso a limites, Bolsonaro só considera como povo aqueles que o apoiam e seguem, aqueles que ele mobiliza em atos golpistas e antidemocráticos.

No discurso bolsonarista, quem lhe é crítico ou insubmisso é contrário ao “povo” e ao país. Seria ele apenas mais um populista autoritário, ou – tendo em vista seu culto à violência, seu irracionalismo e seu culto à morte – seria ele um fascista?

Para discutir esta questão este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Fabio Gentile, historiador e politólogo, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFCE) e pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED).

Fabio Gentile é um estudioso do pensamento político autoritário, do fascismo e da política brasileira. Ele também tem um canal no YouTube, que leva seu nome, que discute questões de teoria política.

As músicas deste episódio são “Measured Success” de Mikos da Gawd e “Mamas” de Josh Lippi & The Overtimers.

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#GovernoBolsonaro